(N. do T. – Republico este texto para que ele possa constar do blog do livro do Biajoni. Mãe, não precisa ler esse post de novo, Ok?)
Meninos, eu li Sexo Anal – Uma Novela Marrom, o já mitológico livro de Luiz Biajoni. Confesso que foi uma experiência plasmonizante. Para começar, eu o li no computador. Lá onde moro, o famoso Solar dos Thaddeu, o computador fica na biblioteca, que fica na ala norte, e chegar lá é difícil pois há que se atravessar o extenso quintal que, por conta de ter uma mangueira carregada, encontra-se infestado de enormes quirópteros assassinos. O único jeito de atravessá-lo é de olhos fechados. Depois, perto da biblioteca vive a dona Jenny, minha grã-sogra, o que obviamente me impediu de ler o livro pelado e isso fez toda a diferença. Ao invés de me divertir, tive de fazer uma leitura epistemológica. E como eu ando num mau humor da porra, a primeira coisa que eu pensei quando terminei de ler o livro foi: “porra, o Bia escreveu uma revista Sabrina com sexo explícito”.
Mas eu posso ser tudo menos injusto. Eu sabia que essa análise preliminar não se sustentava, até porque eu jamais li uma revista Sabrina. Por isso demorei mais de um mês para fazer uma análise melhor de Sexo Anal. Hoje eu posso dizer, falando sério, que eu realmente me diverti lendo o livro. Me diverti pensando no Bia dando altas risadas quando tinha as idéias para ele. Isso poderia ser um ponto falho, tendo em vista que nem todo leitor conhece o Biajoni para ter essa imagem na cabeça. Mas isso não é importante.
O importante é que o livro é bem escrito, os personagens são verossímeis, e a história se encadeia bem. Mas o melhor é verificar que toda a conotação over e kitsch já aposta ao livro é perfeitamente viável. Nada em Sexo Anal pode ser considerado fantástico-realista. O livro é um recorte, se não de uma realidade física, de uma realidade que toda mente sadia – repito: sadia, muito sadia – é ou deveria ser capaz de criar em seus devaneios eróticos. Sim, o livro é exagerado e é difícil não se chocar com certas passagens. Mas toda mente sadia sabe que a hipocrisia é feito pneu de carro: vento, puro vento, mas que amortece – e como – os choques. O grande mérito do livro do Biajoni é desligar um pouco essa nossa chave da hipocrisia. O livro é bom, bem feito, é do caralho. E do cu também.
Texto originalmente publicado em 28.10.05






tá lá:
http://www.novelamarrom.blogspot.com
obrigado, cabra.
:>)
e esse tá a venda???