Então é isso, eu fui atrasando um monte de memes e resolvi colocar tudo na mesma banca, hoje, na promoção, um é dez, dois é vinte, moça bonita não paga mas se deixar eu levo. Vamos começar com o mais sério: o do cumpade Marmota, que sabe-se lá em que estado se encontra neste momento, lá na progressista Amsterdã, onde curte merecidas férias. Ele desafiou a mim e a outros quatro blogueiros a tentar prever – melhor: profetizar - como estariam nossos blogs daqui a cinco anos, ou seja, quando o Pirão Sem Dono estiver completando 10 anos, em 2012.
Bem, na verdade, eu não tenho nada mais a falar sobre tecnologia que o Marmota já não tenha dito no post dele. Inclusive, para deixar claro que eu, mesmo com meus 20 anos trabalhando com informática, me considero um geek beeem do fajuto, eu tive que pesquisar o que eram os UMPCs e Encore Mobilis, pois eu definitivamente boiei. Tentarei me ater ao que eu supostamente faço (sic), ou seja: literatura e música.
Pra começar, eu penso que a vida de quem baixa música e filmes pela rede vai começar a ficar complicada aqui em Pindorama. Os serviços públicos através da rede – incluindo aí a capacidade de investigação da polícia em relação a crimes na internet – tendem a melhorar. O fato é que a questão dos direitos autorais x downloads só tenderá a uma solução – e esta, sem dúvida, não terá como não ser a aceitação do fato de que a torrente de downloads de música e filmes é irreversível – quando os medalhões de grandes estúdios e gravadoras forem gente da geração que foi criada sob a linguagem de bits e bytes. Enquanto forem gente do fonograma e da moviola, nada feito. Ainda não será em cinco anos, creio. E antes da bonança para essas águas, a minha impressão é que a tempestade ainda está por vir. Porque uma coisa é certa: em cinco anos, meu axioma máximo sobre a internet não terá mudado: ninguém paga pelo que pode obter de graça.
Em relação a literatura na rede – que é outro aspecto que meu blog contempla – eu estou apostando que é a crônica o gênero que mais vai crescer e aparecer na rede, por vários aspectos. A publicação de romances em grandes editoras se tornará uma coisa cada vez mais restrita e cada dia menos lucrativa, tanto para editores quanto para autores. Nesse caso, se os ebooks vierem a ser uma alternativa viável para os produtores de literatura, serão as crônicas e contos o que mais se publicará, por serem textos mais curtos e mais confortáveis para serem lidos em tela de computador por leitores cada vez mais sem tempo. E dessa forma, em cinco anos, eu imagino que alguns blogueiros – como por exemplo, o Nélson ou o Alexandre Soares Silva – terão seus melhores textos de blog alçados a categoria de literatura. Então, poderá acontecer um fenômeno estranho: grandes editoras interessadas em publicar em papel, livros com posts, principalmente crônicas e contos. Se a mídia entender que isso é economicamente viável, alguns blogueiros realmente poderão ser alçados ao status de celebridades. Contudo, para que isso aconteça, eu imagino que os blogueiros-escritores vão ter que quebrar um pequeno paradigma e se livrar de um pequeno vício, do qual eu quero falar isoladamente sobre: a preguiça.
Vários probloggers e estudiosos da coisa já se posicionaram sobre muitos aspectos em relação à profissionalização dos blogs, entre eles o fato de que, sim, não se ganha dinheiro sem trabalhar. O que me espanta é que nenhum deles – pelo menos dos que eu tenho lido, como o Inagaki, ou o Cardoso, ou mesmo o Marmota, tenha citado ou aventado a importância da constância na blogagem como item essencial na fidelização de leitores. Antes, ninguém se preocupava com isso porque afinal, blog não é obrigação, é prazer, e se é prazer, ninguém precisa ficar písico com a coisa. Depois, com a invenção dos feeds, ninguém mais se preocupa com a manutenção da constância – basta divulgar o RSS e quando eu estiver a fim de escrever alguma coisa, as pessoas ficam sabendo. Eu, particularmente, penso que o buraco é mais embaixo e eu explico por quê: quando você gosta de um programa de televisão, ou de uma coluna de jornal, você, por instinto, começa a esperar por isso. Quando se tem a idéia ou a certeza de quando esse programa ou texto será publicado, tem-se a sensação de conforto de uma espera previsível. O contrário, por definição, é a frustração da espera não recompensada – o jornal que atrasa na sua porta, o programa que é cancelado e por aí vai. Com os blogs é diferente? Eu não creio. No momento, me parece que, aos blogueiros, é mais fácil vender a idéia de que essa inconstância é característica intrínseca ao formato que trabalhar para dar mais conforto aos leitores. Eu, pelo que parece, sou uma canoa solitária remando ao contrário dessa corrente.
Por fim, eu creio que as relações humanas entre os blogueiros continuarão se desenvolvendo em um bom caminho e os blogs continuarão sendo casas de portas abertas aos amigos e a quem mais chegar, e claro, a cada dia, mais anabolizados por mecanismos de comunicação instantânea, como os twitters, no qual eu confesso, ainda não ter encontrado a menor utilidade ou tesão. A propósito, eu acho que até 2012 o design do Pirão Sem Dono deve mudar pelo menos umas duas vezes.
Agora, bem, essa resposta eu também gostaria de ler de alguns blogueiros: a Lu Monte, a Olivia, o Inagaki e o Doni. Pronto.
Cumprida a etapa, voltemos à putaria que esse papo tá muito cabeça.
Próximo meme: vocês acharam bem que eu ia ser o único que não ia seguir o Biajoni e monetizar meu blog? É ruim.
Se bem que, pelo meu gosto, eu preferia mesmo é mostrar a todo mundo o meu próprio Picasso. E você também pode mostrar o Picasso que existe dentro de você, aqui neste site. Porque vocês não fazem um também?
Un famous blogeur disse que eu fiquei igual a um chef de cuzinho. Quem me dera, pensei.
Por fim, vou propor eu mesmo um meme sem vergonha a alguns amigos. Dia desses, lendo uma revista sobre música,vi uma entrevista rápida com o guitarrista Billy Gibbons, do ZZ Top. Da entrevista, eu peguei duas perguntas – duazinhas só – e replico, para que os blogueiros possam soltar um pouco seus bichos e sair do armário.
1. Na sua opinião, qual a pior música, CD ou artista da história da música?
2. Que música, disco ou artista você tem vergonha em admitir que gosta?
Bem, minhas respostas são:
1. De tudo o que eu já vi ou ouvi nessa vida, eu tenho um bode (i.e. nojo) absolutamente completo por apenas dois artistas e por tudo, literalmente tudo o que eles produziram: Ivete Sangalo e Jota Quest. Até mesmo na obra (sic) da horrorosa Britney Spears eu consigo encontrar alguma coisa que preste. Nesses dois, não.
2. Certo, eu poderia escancarar meu lado bregão, falando de meu real e verdadeiro gosto por Gloria Estefan, Jorge Vercilo e por algumas grandes músicas de Fábio Jr, como “Senta Aqui”, por exemplo. Mas vergonha, vergonha mesmo, é assumir que eu gosto de pelo menos duas músicas de Kiko Zambianchi: “Rolam as Pedras” e “Primeiros Erros”. Pronto, falei. Ufa… me sinto bem melhor agora.
Esse eu repasso para a Clau, o Mário, o Ian e as Duas Fridas.
E seja o que Deus quiser.








Caramba, 2012? É difícil, pelo andar da carruagem da informática.
Mas dou meu pitaco “geral” sobre previsões: muitas vezes a gente superestima coisas que não “pegam”, e ignoramos o que realmente vinga. O melhor exemplo é a ficção-científica até os anos 80, que previa que no século XXI videofone e viagens espaciais seriam corriqueiras, mas não imaginava nada parecido com a Internet (no máximo offline, com supercomputadores que “sabem tudo” como o da Enterprise).
Já as perguntas musicais… por incrível que pareça eu consigo ver algo que preste em Ivete e J.Quest (eles tinham coisas boas na fase inicial. Mas “Telefone” é uma das piores coisas já gravadas no Brasil, de envergonhar sertanojo). E a “vergonha” é óbvia: Roberto Carlos. Pena que ele “morreu” no meio dos anos 80.
Em 2012 seremos escravos de alienígenas e a terra será um grande campo de concentração e evacuação de resíduos atômicos e fezes de alienígenas. Lamento. Não dá para imaginar pessoas escrevendo em Blogs num cenário como este.
Quanto as perguntas:
1. Na sua opinião, qual a pior música, CD ou artista da história da música?
– O pior dos piores, o grande e magno terror de toda a história da música pop: BETO JAMAICA.
2. Que música, disco ou artista você tem vergonha em admitir que gosta?
– Vergonha? Deixa eu ver… deixa eu ver… deve ser o Magazine!!! o_0
T§
Resposta 1
Sandy e Jr – transformaram a mulecada em alienadinhos de guarda roupa
Resposta 2
Cara, nenhum. Já fui fã do Amado Batista.
Meu caro, se ninguém pagasse pelo que se pode obter de graça, ninguém teria banda larga e estaríamos brigando com a internet discada até hoje.
Re: Oi, queridíssima, não é disso que eu falo. Internet gratuita só é grátis no nome, afinal, você paga pela conexão. E os serviços prestados em internet discada são diferentes dos em banda larga, ou seja: você paga para ter um serviço melhor. Não é o caso. Minha questão é que, se você tem serviços similares e substituíveis com facilidades, sendo um pago e outro gratuito, por que pagar? por que pagar para ler um blog quando existem milhares de bons blogs de graça? por que pagar para baixar um CD quando em outro site, alguém disponibiliza o mesmo arquivo sem custo algum? É disso que eu falo…(VP)
Ola Cumpadre do andré…
Concordo com vc quanto a teoria de que ninguem paga pelo que pode ter de graça e ainda, tem muito “malelemento”, que usa e depois num paga…rss
ainda, blogo por prazer, e todos os dias, por que acho , como vc, que as pessoas que voltam no meu blog, como eu voltei no seu é pq querem ler mais, e coisas novas. fidelidade e compromisso. è um prazer que vc torna publico, e então acaba virando comprometimento com as figuras que nos visitam…
No mais, amei seu monet ( chemin de fer sur la neige, n’est pas?), e um bjo!!!
rsss
Ninguém me manda mais nem vírus de gripe….. snif.
PS: O Picasso head veio do Publicitária de Saias?
Bjs!
Meme difícil, esse – mal consigo imaginar meu blog daqui a 5 meses! Assim que responder, mando um sinal de fumaça.
Pô, eu adoro “Primeiros Erros”, naquela versão gravada com o Capital Inicial.
Cara, sabe que eu também não encontrei sentido nos Twitters? Achei que eu fosse o único que não havia visto graça nisso.
Abrasss!