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CADERNOS DA BLOGARIA

09/12/2007 por VP

icone-manual.gif(Aqui vai um pequeno exercício de restrição de universo que será útil para pôr meu texto em perspectiva. Imaginemos o Colégio Santo Inácio, certo? quem é carioca sabe que ele é um dos mais importantes da cidade. Mas só os cariocas sabem disso. Os cearenses, por exemplo, sequer imaginam que no Rio de Janeiro também exista, assim como em Fortaleza, um Colégio Santo Inácio. E nós, cariocas, também não sabemos se existe um Colégio Santo Inácio em Porto Alegre. Então, a pergunta: quem aí sabe o nome do aluno que venceu as olimpíadas de matemática do Colégio Santo Inácio neste ano? A relação com a blogosfera é semelhante. Quer dizer… nem tanto. Se todo mundo se lembrar de seu tempo de colégio, verificará que a coisa é ainda pior. Na verdade, que aluno da sétima série sabe dizer que professor do segundo ano é o mais popular? Que aluno do primeiro ano sabe informar qual é a aluna mais gostosinha da oitava série? Pois é, gente. Falar na blogosfera é falar em um universo tão restrito quanto o de nossa sala de aula do colégio. Mas é nosso universo. Falemos nele.)

- Na primeira vez que eu vi uma lista de discussão, há uns 12 anos, uma idéia me surgiu imediatamente: “isto aqui é a nova ágora. Aqui vão frutificar idéias e debates”. Eu não estava errado. Muito antes dos sites servirem como meios de expressão – os blogs – era nas listas que as idéias fluiam. Como de costume, a proporção de bons pensamentos em relação às inutilidades era bizarramente menor. Nada mudou. A rede é um espelho do mundo real, e por isso, é meio, não fim. Era minha idéia principal, além daquela que me diz, até hoje, que ninguém paga pelo que pode obter de graça. Aprendi isso criando uma comunidade, a Ceaero. Tive quase 800 pessoas de todas as idades e diversos locais do mundo sob minha influência. Um dia o trabalho pesou. E eu desisti. A comunidade, com quase dez anos, resiste até hoje.

- Um ano depois de criar meu blog, em São Paulo, eu conheci pessoalmente três blogueiros mais famosos que eu, André, Alexandre e Suzi. Minha idéia, à época era a de que éramos pioneiros e isso era bom. Quando mais tarde a rede estivesse centuplicada de tamanho e cheia de gente querendo saber para onde ir, nós já teríamos trilhado os caminhos. Hoje eu posso ver a relatividade dessa idéia. Afinal, o pioneiro que primeiro tentou atravessar o oceano a nado, bem, de que valeu seu pioneirismo? Ser o primeiro também é prescindir de aprender com os erros dos outros e mais, de não ter as benesses da história a seu favor. Afinal, quem foi mesmo o jornalista que primeiro afirmou que blogs seriam um fenômeno que duraria seis meses? De qualquer forma, naquele mesmo encontro, eu previ a ascenção meteórica da Madoninha Capixaba. Tolinhos, não creram em mim.

- Quando eu resolvi pensar sobre os blogs pela primeira vez, minha idéia era a de que existiam três tipos apenas delas: os confessionais, os temáticos e os mistos dos dois. Com a migração em massa do mundo miguxo dos blogs para os scrapbooks do Orkut e para o MSN, os blogs confessionais acabaram ganhando uma característica diferente, a de serem blogs de idéias, ainda que confessionais. Com isso, hoje em dia, dá para tentar uma nova classificação para as próximas… duas semanas? então, na verdade não existem tipos de blogs, mas tipos de posts: os filosóficos, os tecnológicos e os artísticos. Comparando com os elementos da teoria da comunicação, posts artísticos seriam relacionados à mensagem, filosóficos ao contexto e tecnológicos ao meio.

- A maioria dos blogs trabalha, em maior ou menor proporção, com esses três tipos de posts. Os artísticos são os mais fáceis de visualizar, pois são posts onde é produzida – ou reproduzida – arte, seja ela na forma de prosa, poesia ou imagem. Se ampliarmos um pouco esse espectro e introduzirmos nele outros traços culturais, poderíamos incuir entre esses posts, a gastronomia, e os textos de humor, que não deixam de ter seus pés na dramaturgia. Por exemplo. Seriam blogs essencialmente artísticos, o Nóvoa em Folha, os Malvados, o Dennis on The Net, o Carta da Itália e o blog do Almirante.

- Posts filosóficos são os que tomam a forma de resenhas, de ensaios, ou de palestras, como ironicamente a Colorina observou. Podemos entender esses posts como textos de opinião, opinião sobre política, cultura, sociedade e tudo o mais. Todos os blogs políticos, por definição – Noblat, Nariz Gelado, Hermenauta e por aí vai – trabalham nessa linha. Acadêmicos, como o Idelber e o Alex Castro, da mesma forma. O Catarro Verde e o Kibe Louco, seguindo uma linha de escracho, igualmente. Uma coisa que os une e os identifica é a pergunta: há a possibilidade de algum desses blogs ter, algum dia, seus posts publicados em livro? não, porque não é o veículo adequado.

- Por fim, mas não menos importantes, os posts tecnológicos, que são os que falam sobre a internet em si, software, hardware, novas tendências, gadgets, e – e aqui eu peço permissão para incluir uma área polêmica nessa leva – os posts essencialmente jornalísticos ou de serviço. Ora, direis, nem todo post jornalistico fala de tecnologia. Vejamos o Blog do Capelli, por exemplo, que fala de Fórmula 1. Pois aí está o detalhe: os posts jornalísticos não falam de tecnologia: eles a fazem! Todo blog que se torna uma plataforma de divulgação de notícias ou prestação de serviços, como o Um Que Tenha, é a própria acepção do uso da tecnologia na comunicação. Porque, em última instância, a mensagem e o serviço já existem e o blog é um meio para fazê-los chegar até os receptores. Estes blogs não produzem arte nem opinião, apenas repercutem mensagens, sejam elas fatos ou serviços. E não há nada de menor nisso. Afinal, o Edney está nessa leva, e a Lu Monte,boa parte da produção do Inagaki e do Ellis.

- Pessoalmente, eu já produzi todo tipo de post. Hoje, prefiro escrever minha crônicas.

- A pergunta sobre blogs que não quer calar é a seguinte: dá para ganhar dinheiro com isso? Bem, tem muita gente falando disso por aí, a tal monetização de blogs. Resolvi colocar um link aqui que resume o senso comum. Essa é a idéia dos que acreditam que ganhar dinheiro com blogs é possível.
Bem, e qual a minha idéia sobre o assunto? Vamos a elas:

1ª Idéia: Parafraseando Nélson Rodrigues, pouco dinheiro não é dinheiro. Se você vai ganhar centavos por mês pelo seu blog, o esforço de manter um blog com esse objetivo não é sensato.

2ª Idéia: Nada de novo no horizonte. Há bastante tempo, grandes portais como o UOL já pensavam que a solução para ganhar algum dinheiro com internet, fora a prestação de serviços como provedor, era vender espaço publicitário em sites. Depois de dez anos, sabem o que mudou? há muito mais sites na rede. O dinheiro de publicidade para investimento em espaço em sites aumentou na mesma proporção? Obviamente não. Digo mais: enquanto a publicidade em meio virtual não se aproximar minimamente da quantidade de pessoas atingidas pela mídia tradicional, esse panorama não vai mudar. Mas ainda que chegue perto, a tendência é haver uma pulverização ainda maior dessa verba, pelo fato de que haverá muito mais espaço disponível. Explico: se a publicidade tem 10 reais para gastar e se existe 1 blog como espaço, o blog pode ganhar 10 reais. Mas se a publicidade tem 10 reais e existem 100.000 blogs disponíveis, o que vocês acham que deve acontecer com esse dinheiro?

3ª Idéia: Caça aos paraquedistas. Vocês sabem o que é, não é? se eu colocar uma frase como “IVETE SANGALO NUA NA PLAYBOY DE OUTUBRO” no meu post, isso vai, automaticamente, me render centenas, até milhares de acessos de gente vinda das ferramentas de pesquisa, como o Google. Simples assim. Com isso, na teoria, você centuplica o numero de hits em seu adsense. Funciona perfeitamente, por um tempo. Assim que sua página ficar manjada por conta dessas falsetas, desses truques, você já era. E aí, isso leva à…

4ª Idéia: Rejeição. É impressionante o número de blogueiros que fala de monetização sem tocar nesse aspecto da coisa. Qualquer pangaré que fez meio período de publicidade e marketing entende a força vulcânica que a rejeição das pessoas tem sobre o mercado. E os blogueiros ignoram isso na maior. Cara, só na entomologia é mais fácil atrair do que repelir. O público, por definição, é melindroso. Isso explica muita coisa nessa vida. Explica as derrotas do PSDB nas últimas eleições, explica porque Manoel Carlos continua fazendo a mesma novelinha das 8 a vida inteira, explica porque Maria Bethânia nunca cantou em inglês. Vender alguma coisa é jogar para o público o tempo todo e errar é perigoso. Recuperar um serviço é dez vezes mais difícil que fazê-lo dar certo pela primeira vez. Além disso, a publicidade itself, causa rejeição. Ora vamos, se não existe isso, porque tantos anti-popups por aí?

5ª Idéia: O dilema dos blogs, o real dilema de todos eles é querer ganhar dinheiro sem um produto para vender. E aqui no Brasil é muito pior a situação, porque esbarra primeiro na falta de credibilidade do brasileiro para com o próprio brasileiro. É mais ou menos como se o Brasil, depois de 20 anos sob a ditadura do “sabe com quem está falando?“, se vinga impondo a ditadura do “te conheço?“. Por isso, a credibilidade ainda transita na velha mídia institucionalizada.

6ª Idéia: Estar atrelado à grande mídia pode significar retorno finaceiro, admito. Mas não necessariamente um retorno respectivo em credibilidade junto ao público. Você vira um funcionário e isso, em tese, cerceia o blogueiro. E no final das contas, quem paga ao blogueiro pelo seu conteúdo é a grande mídia, essa sim, que recebe o dinheiro do público. Não o blogueiro. Respondam-me com toda a sinceridade: se amanhã o Ricardo Noblat, do Globo, fechasse seu blog só para assinantes, quem aí pagaria uns R$ 5 mensais para ter acesso a ele? Vou mais longe. E se fosse alguém mais relevante nacionalmente, como o ministro da cultura, Gilberto Gil? Ou o próprio presidente? quem pagaria? Mais além: alguém aí pagaria 5 reais para ter acesso livre ao blog do Papa Bento XVI, ou do Dalai Lama, ou de Bill Clinton, ou de Paris Hilton? Perceberam onde eu quero chegar? Que pessoa teria hoje, nesse mundo individualista e cheio de possibilidades, poder para fazer alguém pagar por suas idéias em um blog? Sim, porque as pessoas pagam por discos de Gil, filmes de Paris Hilton e livros do Papa. E por que não pagariam por blogs? Porque blogs ainda não estão institucionalizados como mídia relevante. Ora, mas e por quê?

7ª Idéia: É o seguinte: a contemporaneidade é um tempo de antagonismo ao classicismo. A psique humana, contudo, sofre demais com a questão do efêmero. Não à toa teme-se a morte. Isso é um conflito interno no ser humano, conflito causado pela necessidade capitalista do consumo. Se o consumo não se dá em níveis altos, o mundo corre o risco de quebrar. A humanidade anseia internamente pela segurança mas tudo o que lhe é oferecido pelas corporações é descartável. Só que existe um plano na vida das pessoas onde o que é descartável não entra e isso é em suas relações pessoais. Ninguém suporta a idéia de perder um filho, um parente ou um amigo. E isso se transporta para o ambiente de conforto das pessoas. Quem é letrado, por mais que seja alguém enfurnado nos meios virtuais, ainda tem orgulho de suas estantes de livros. Porque eles simbolizam o conhecimento sólido. Talvez hoje, nenhum pai seja estúpido de dar uma enciclopédia Barsa encadernada a um filho, quando pode guiá-lo pela Wikipédia. Mas todo pai sabe que entregar ao filho um livro do Harry Potter encadernado em papel é muito mais significativo que dar a ele uma URL para baixar o livro da rede. Então, minha pergunta é: que blog você, ó pai de hoje, indica para seu filho ler, hum?

8ª Idéia: Dentre os tipos de posts que eu citei, apenas os artísticos tem potencial para sobrepor a cerca que separa o blog útil em longo prazo do inútil. Por isso a ânsia de tantos escritores em publicar em papel, mesmo sabendo que hoje isso é muito menos lucrativo que publicar em e-books. Mas livros ainda são vistos como coisas com tendência à durabilidade. Posts tecnológicos, jornalistas e filosóficos são, por definição, a imagem do efêmero. É como o jornal de papel: jornal de ontem, notícia de anteontem. E isso vale para idéias também, principalmente idéias pulverizadas entre mil pensadores de mesmo nível. Ou existe algum Deleuze, ou Nietzsche ou Sartre blogando hoje em dia? Agora, vejam bem… quem está produzindo conteúdo relevante em blogs hoje – relevante de conceito, ou seja: arte – sabe, atávica e empiricamente, que essa produção não coaduna com a rejeição causada pela publicidade em site (vide idéia 5). E aí, vem o paradoxo. Quem só busca hits para lucrar com adsense, na sua maioria, não sabe produzir nada que preste. E coisas que não prestam não gerarão hits por muito tempo. Eis o moto-contínuo.

9ª Idéia: Existe um tema em publicidade chamado “posicionamento”. Significa que tipo de percepção o produtor gostaria que seu consumidor tivesse sobre seu produto e pelo que ele vai trabalhar para conseguir. Qualquer pangaré com meio perí… vocês sabem, entende que não adianta chamar um restaurante de “O REI” de alguma coisa para que ele, de fato, seja percebido como tal em toda sua realeza. Até porque, ninguém impede que outro “rei” se instale na esquina seguinte. Então, um toque bastante carinhoso ao mundo blogueiro em geral. Se alguém quer aí criar o “melhor e mais importante blog de todos os tempos”, por favor, como na piada, combine antes com os outros blogueiros e com o público. Porque senão, tudo o que você terá na mão é uma bela dissonância cognitiva, que a grosso modo, no mundo dos negócios, quer dizer vexame, para não falar em fracasso.

10ª e última Idéia: Um dia, um dos maiores produtores musicais desse país, o Mayrton Bahia, um cara que produziu de Elis Regina a Sandy e Jr., passando por 14 Bis, Legião Urbana e Titãs, me disse o seguinte: “se uma pessoa cria alguma coisa que tenha nela a sua verdade, de algum modo essa coisa vai funcionar”. Ou seja, irmão, se você quer vender alguma coisa e quer ganhar dinheiro com sua venda, eu desaconselho criar uma pagineta para coletar hits em adsense. Não vai dar certo, porque isso, em última instância, não tem verdade alguma, é a venda de algo inútil. Aprenda a fazer pão ou a escrever poesia e dedique a um produto com a solidez de uma finalidade, os seus melhores e mais sinceros esforços. Porque internet é meio, não fim.

- Mas, finalizando, antes que venham me chamar de pessimista, – bem, será que eu seria linchado expondo essas idéias no barcamp? Melhor saber antes, né? – eu reitero meu encanto pela blogaria. Poucas vezes eu trabalhei tanto por algo que não me dá um centavo. Não serei hipócrita de afirmar com isso o meu desapego aos bens materiais. Tenho filhos para criar. Mas é fato que, se ainda não é desse meio que eu tiro meu sustento – e talvez nunca seja – é certo que é dele que eu tiro grande parte de meu prazer hoje em dia. E apesar de dinheiro não ser tudo, mas ser 100%, de que vale dinheiro se não servir para comprar prazer?

Tenham prazer e tudo se fará por conseqüência. É o que eu prego.

Publicado em atualidades, blogs, enrolador, heresias, marquetingue | 13 Comentários

13 Respostas

  1. em 09/12/2007 às 8:19 AM Carol

    Eu vejo essas coisas e fico até com vergonha do meu blog-diarinho. Pelo menos eu ainda escrevo em português.
    :-)
    Bjs!


  2. em 09/12/2007 às 1:13 PM Lu

    Hum, você acabou respondendo àquela minha dúvida sobre meu slogan… mas quase todos os meus textos são opinativos… uma mistura entre a categoria 2 e a 3, então.

    Sobre a taxa de rejeição, o que acontece é que tem sempre gente nova entrando na web, novas pesquisas são feitas o tempo todo. Essa rejeição existe pra quem realmente acompanha o mundinho dos blogs. Não atinge o paraquedista.

    Por que os escritores que se valem dos blogs têm essa ânsia de serem publicados? Por que essa necessidade de validação? Sei, a pergunta já contém a resposta, mas não seria legal trabalhar pela validação via blog?

    No mais, excelente teu texto, sobretudo a 10ª idéia. Uma “pagineta” até funciona como caça-níqueis hoje, mas esse modelo vai se esgotar logo – não pela ausência de consumidores, mas pela inteligência dos anunciantes.

    Escrevi demais… desculpe! :)


  3. em 09/12/2007 às 8:28 PM helena

    eu achei essas comparações meio que “samba do crioulo doido”. alex castro = blog acadêmico? kibeloco e catarro verde na mesma categoria? malvados e carta de itália? sorry, mas, querendo falar numa boa, discordo. para mim é como comparar hitler e gandhi (sem nenhum maniqueísmo ou julgamento moral, só falando no contraste de posições), argumentando que ambos têm dois olhos, um nariz e uma boca e que, por isso, são semelhantes.

    Re: Olha só, querida… se você não entende o Alex Castro – que é professor de literatura numa universidade e que escreve 90% do blog dele em cima de resenhas acadêmicas de literatura – como um blogueiro acadêmico, me desculpe, mas vai ser difícil eu conseguir lhe explicar as sutilezas do resto de minhas comparações. Se bem que eu achei que o texto estava bem claro…(VP)


  4. em 09/13/2007 às 10:46 AM Norberto Kawakami

    Gostei muito da sua análise e recomendarei lá no meu blog que em suma fica falando desta ferramenta.
    Eu também concordo com as usas idéias, principalmente que a internet é um meio e não um fim em si mesma. Há pessoas que conseguem viver da internet, mas conseguem porque cuidam da ferramenta para que outras pessoas a utilizem.
    Só que há pessoas que querem sugar dinheiro da internet com blogs, e aí já perguntei uma vez: até quando um modelo desses se sustenta?
    Essa bolha está prestes a estourar…

    abraço

    Re: Valeu, bicho. Abs…(VP)


  5. em 09/13/2007 às 12:09 PM catatau

    Uma bela análise, que não pode passar desapercebida.

    Penso que com nomes como Hakim Bey, e de gente inspirada em certas idéias que vão nessa linha, consistem em bons blogs “deleuzeanos”, heheh

    Gostei também da tua nota sobre a influência do orkut, de ter eliminado o crescimento dos blogs confessionais, e a partir disso desmembrar em 3 categorias. Algo que não tinha notado, mas é bem por aí, dos melhores aos piores

    abração,


  6. em 09/16/2007 às 7:37 PM Neto Cury

    muito bom, ótima ótcia da coisa toda, parabéns.
    Abraço


  7. em 09/29/2007 às 6:24 AM Gostei do Blogaria

    [...] http://pirao.wordpress.com/2007/09/12/cadernos-da-blogaria> Voltamos às origens com o blog do nosso amigo da lista da blogosfera. A cabala se fecha, com a ajuda do oráculo. Agora se você for capaz, porque eu não fui, leia o seu manifesto com direito a dez mandamentos idéia e tudo mais que um blogario pode fazer… [...]


  8. em 09/29/2007 às 9:34 PM Um passeio pela Blogaria que é feita por

    [...] Blogaria é o modo mais “lusitano” de se referir à blogosfera, como diz o ótimo Marcos VP (”talvez seja porque eu ainda me considere uma espécie de blogueiro artesanal” – diz ele). E como eu ando absolutamente encantado pelo modo “artesanal” de blogar – com base em intensas pesquisas que tenho realizado pra NossaVia blogaria afora, posso assegurar que o fato da terminação do termo adotado pelo Marcos lembrar alguns maldosos o termo “porcaria”, ouso dizer que o melhor da bogosfera, a meu ver, está ainda perdido em meio a essa blogaria manufatureira. Que delícia, por exemplo, encontrar por aí blogs como os da dupla Diogo e Diego – pérolas, perolas, pérolas! Como é pérola o próprio Marcos (se você ainda não o conhece, deguste: Cadernos da Blogaria). [...]


  9. em 09/30/2007 às 11:52 PM Aprendendo com os Blogueiros Top of the Mind | Escrita Torta em Linha Reta

    [...] visitações que alavancam os negócios, o que os blogs estão fazendo para deixarem de ser meros caça-níqueis e amadurecerem? É a pergunta que não quer [...]


  10. em 10/01/2007 às 5:14 PM João S. Magalhães

    Nossa! Não conhecia seu blog. Vim até ele guiado pelo farol do Boombust, do Wagner Fontoura.

    Fazia tempo, desde que desaguei, por hobby, na blogosfera, que não via textos tão bem escritos, impregnados da lógica brilhante dos filófosos gregos de antigamente.

    Vai hoje para a minha lista de favoritos. E passarei a ser um leitor fiel dessas bem traçadas linhas.

    Abs

    Re: Agradeço muito os imerecidos elogios, caríssimo. Seja bem vindo e volte sempre. Abs…(VP)


  11. em 10/09/2007 às 8:47 PM Your title here » Blog Archive » Um passeio pela Blogaria

    [...] Blogaria é o modo mais “lusitano” de se referir à blogosfera, como diz o ótimo Marcos VP (”talvez seja porque eu ainda me considere uma espécie de blogueiro artesanal” – diz ele). E como eu ando absolutamente encantado pelo modo “artesanal” de blogar – com base em intensas pesquisas que tenho realizado pra NossaVia blogaria afora, posso assegurar que o fato da terminação do termo adotado pelo Marcos lembrar alguns maldosos o termo “porcaria”, ouso dizer que o melhor da bogosfera, a meu ver, está ainda perdido em meio a essa blogaria manufatureira. Que delícia, por exemplo, encontrar por aí blogs como os da dupla Diogo e Diego – pérolas, pérolas, pérolas! Como é pérola o próprio Marcos (se você ainda não o conhece o seu Pirão, deguste: Cadernos da Blogaria). [...]


  12. em 11/16/2007 às 6:12 AM PIRÃO DROPS « Pirão Sem Dono

    [...] – Meus Cadernos da Blogaria acabaram de ficar obsoletos, depois desse primoroso texto em que o Marcelo Träsel afirma que os [...]


  13. em 01/24/2008 às 3:41 PM Um passeio pela Blogaria que é feita por | Boombust

    [...] Blogaria é o modo mais “lusitano” de se referir à blogosfera, como diz o ótimo Marcos VP (”talvez seja porque eu ainda me considere uma espécie de blogueiro artesanal” – diz ele). E como eu ando absolutamente encantado pelo modo “artesanal” de blogar – com base em intensas pesquisas que tenho realizado pra NossaVia blogaria afora, posso assegurar que o fato da terminação do termo adotado pelo Marcos lembrar alguns maldosos o termo “porcaria”, ouso dizer que o melhor da bogosfera, a meu ver, está ainda perdido em meio a essa blogaria manufatureira. Que delícia, por exemplo, encontrar por aí blogs como os da dupla Diogo e Diego – pérolas, pérolas, pérolas! Como é pérola o próprio Marcos (se você ainda não o conhece o seu Pirão, deguste: Cadernos da Blogaria). [...]



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