DE MALAS FEITAS

estrada.jpgEsta não é a primeira vez que eu escrevo uma despedida nesse blog e portanto, não posso afirmar que seja a última. Mas é possível e provável que dessa vez o hiatus aqui seja grande. Por vários motivos, sendo o principal, em relação ao blog, o de que, neste momento, eu não tenho o menor prazer e a menor vontade de escrever. Nada, nadinha que seja.

Eu costumava dizer por aí que quando meu fim-de-ano é ruim, é um sinal de que o ano que vinha seria bom. A virada de 2006 para 2007, por exemplo, foi acidentada e 2007, contra todas as expectativas, foi um ano excelente. Da mesma forma, o cenário para 2008 não poderia ser melhor: o sonho realizado da casa nova, minha filha matriculada em um excelente colégio após vencer um concorrido sorteio, a possibilidade de ver um primeiro livro impresso. O que eu não esperava é que o fim do ano pudesse ser tão ruim. Mas foi.

Sem ter motivo aparente, todo o meu físico e o meu emocional desabaram, desmoronaram. Tenho tido que juntar forças sabe-se lá de onde para levantar da cama todas as manhãs, tem mais de dez dias e isso, sabendo que as pessoas ao meu redor, minha mulher e filhos, precisam de mim mais do que nunca. Por sorte, eu estou cercado de pessoas generosas. Meu pai, minha mãe, meus irmãos. Todos me ajudaram e estão ajudando. Por sorte também, o meu espírito de pessoa-que-acredita-em-coisas (como costuma citar um conhecido blogueiro) não estava completamente morto. As coisas também foram generosas comigo. O remorso de ter me afastado de tudo o que sempre me valeu, contudo, me dói. Ver que meu foco derivou por vias tão estranhas ao que eu sou e sempre fui, me assusta.

Por isso, passado um pouco do inferno que foi o final de 2007, não me resta muito senão dar uma parada e reorganizar minha vida. E uma das coisas que precisam ser realocadas para outro espaço é a minha própria relação com a rede e com o que eu escrevo. Pouco antes do crash em minha saúde, em meados de dezembro, o jornal O Globo publicou um suplemento especial falando da geração que usa internet desde que teve condições, jovens nascidos a partir de 1982. Eu li todo o caderninho, mas foi seu título o que ficou martelando em minha cabeça: “a geração ‘quero ser visto’“. Foi então que eu percebi que tudo o que me rodeia na internet há mais ou menos uns dois anos, tem a ver com essa proposição. Só que isso não poderia ser mais uma proposição minha. Eu não sou mais um adolescente e meu espírito se revolta contra esse tipo de coisa. Já foi o tempo em que eu queria ser visto, muito antes de qualquer rede ser inventada. Mas hoje não. E eu fui, quase sem perceber, levado a isso. E percebi o que estava acontecendo quando, há algumas semanas, me perguntaram quais os motivos pelos quais eu tinha criado um blog. E eu vi que minha resposta não era mais adequada para os dias de hoje. Quando eu resolvi escrever para as nuvens e as paredes, há mais de cinco anos, eu pretendia saber se eu poderia fazê-lo, apenas. Por outro lado, o que era a minha motivação para escrever, tudo isso foi mudando aos poucos. E de repente, eu vi ser criada uma rede de pessoas ao redor disso e posteriormente, uma rede de interesses. E de um momento para o outro, eu tinha uma obrigação com este espaço e com leitores. E minha pergunta hoje é: eu quis isso? e se quis, ainda quero?

Começo a perceber que preciso parar um pouco e cuidar de coisas que tem sido relegadas ao nada em minha vida nos últimos anos. Ano passado eu fiz as proposições de não esquecer meus sonhos e aprender uma coisa nova. Eu não só não aprendi nada de novo como vi meus sonhos simplesmente sumirem. E sabem? não ter sonhos é pior, muito pior que não ter esperança. Acordar de manhã sem ter algo para buscar é pior que morrer. E em um ciclo absolutamente insidioso, minha saúde começou a falhar e piorar ainda mais essa situação. O susto deste fim-de-ano me mostrou que não dá para esperar mais.

São muitas as responsabilidades que tenho e eu tenho consciência de cada uma delas. Lamentavelmente, minha pouca - pouquíssima - energia, não está adequada a elas. E esse é meu primeiro desafio: voltar a ter força. Cuidar do corpo, da mente, do emocional, do psicológico. Ao mesmo tempo, recuperar as coisas que me dão prazer. Escrever e escutar música para poder escrever sobre música não tem servido de diversão para mim. É hora de parar e voltar ao que me encanta e de me encontrar com pessoas que se encantam com as mesmas coisas. Também é hora de aprender alguma coisa nova. Alguns amigos sabem que eu tenho como hobby colecionar instrumentos musicais. Preciso colocá-los para funcionar, aprender a lidar com eles, tirar música deles antes que enferrugem. E antes que eu mesmo emperre e embote, preciso reaprender a aprender. Ainda tenho um quase morto sonho de poder ensinar alguma coisa às pessoas. É um dos poucos sonhos que me resta, não posso abandoná-lo.

Também preciso estar com pessoas que me são caras, com pessoas que me são generosas, alguns amigos offline dos quais sinto grande saudade. Também é triste demais ver que eu conheço tão pouco os irmãos que tenho - e amo - e que conheço pouco de seus desejos e sonhos. Talvez eu conheça pouco os sonhos da minha própria esposa. Talvez eu esteja pouco entregue às necessidades dos meus filhos. E talvez eu esteja me sentindo culpado demais por pensar muito em mim mas fazer pouco no tempo que tenho. Uma pessoa que amo me disse que eu era a pessoa mais egoísta que ela tinha conhecido. Isso ecoa em mim até hoje e sabem? nem as benesses de ser auto-centrado eu tenho. É um egoísmo absoluta e radicalmente imprestável.

Por fim, parecem poucas coisas, mas acredito que já são um grande desafio para mim neste ano que entra. Eu peço perdão aos que freqüentam esta casa, mas é possível que eu seja encontrado agora apenas fora do ar, despublicado, em private. Infelizmente não posso colocar algumas poucas roupas numa mochila e sair mundo afora em um ano sabático, parando apenas nas placas de coca-cola, como dizia uma grande companheira de viagens. Mas este que vos escreve, este personagem que há anos se faz conhecer por uma sigla, este sim, vai viajar. Viajar me dá prazer e eu preciso conhecer coisas novas, ainda que algumas delas sejam apenas novos consultórios. E preciso aprender a ser mais leve, a não escrever diários, a aproveitar o presente sem a necessidade de ir costurando meu passado feito uma Penélope tricotadeira. A quem interessará ele? Há tanto para fazer no porvir e o tempo é um só. Tentar viver o futuro e o passado ao mesmo tempo talvez seja um de meus maiores erros. Que organizar as eventuais palavras que eu escreva e as desarrumadas fotos que eu tire sejam a diversão de meus filhos e netos, ou nem isso. Que eles também não tenham essa obrigação com minha vida. E que ninguém a tenha.

E que apenas uns poucos precisem ter a desventura de me conhecer a fundo. O mundo mesmo não precisa disso. Eu não quero mais ser visto e por isso arrumo minhas malas e parto para um lugar qualquer longe dessa metrópole virtual que se ergue ao nosso redor. Perdoem o interminável texto. A quem interessar, o Marcos pode ser achado, eventualmente, pelo email. Mas é certo que, ainda que metaforicamente, eu estou, de agora em diante, viajando.

Um até mais a todos.

“Esta vida é uma estranha hospedaria,
de onde se parte, quase sempre, às tontas.
E nossas malas nunca estão prontas,
e nossa conta nunca está em dia.” (Mário Quintana)

Explore posts in the same categories: papo cabeça

34 Comments on “DE MALAS FEITAS”

  1. Alan Livan Says:

    Entrei em seu blog procurando músicas para baixar. E encontro esse texto belíssimo. Esse desabafo, triste, mas ao mesmo tempo de quem afirma que vai lutar. E encontrei muito do que eu acredito ali. Engraçado, até a viagem de acreditar que um ano que começa complicado vai trazer boas novas. E a relação com a música muito parecida com a que eu tenho. E essa ansiedade maluca que nos consome a alma. Também escrevo diários. Faço parte de um grupo que mistura música, humor e teatro. Ali jogo parte das minhas pirações. O ano está começando bem ruim pra mim também. MInha esposa pediu separação. Um dos motivos alegados é que o amor acabou…
    Não contei isso pra ninguém ainda, mas como você é algo tão real e ao mesmo tempo tão virtual não vejop problema.
    Um grande abraço e boa viagem.

  2. palpi Says:

    Claro que li até o fim, foram raras as vezes que não o ouvi. Acho que só quando o assunto era voltado pra música mesmo. :) Não entendo nem pretendo, gosto de ouvir alguns sons e pronto. Nada mais importa além da sensação que ela pode me trazer, do que ela faz vibrar em mim. Ingrata? Pode ser, mas escolho pensar algo melhor. Que tal “desencanada”? Agora é assim.
    VP, desejo que vc se encontre nessa viagem e que consiga ser bem feliz, sem medos ou remorsos. Que a Luz Divina brilhe constantemente na sua vida e de toda a sua família.
    Feliz Hoje. Feliz Agora. Feliz 2008. Feliz Sempre.
    Beijo da
    Palpiteira

  3. Lu Monte Says:

    Desejo que seja uma boa, bela e produtiva viagem! Se valer a pena voltar, volte - seus textos vão fazer falta. O mais importante é que aproveite a viagem, e que a energia volte e confirme essa sua tradição, dando-lhe um 2008 feliz, pleno, divertido, vigoroso. Bjo e até mais. :)

  4. Donizetti Says:

    Espero que seja uma viagem produtiva, e que a gente ainda consiga se encontrar, ainda que você esteja buscando outros caminhos. Gostei muito de te conhecer, meu velho.

  5. Fulano Sicrano Says:

    Grande abraço, VP. Aparece pra matar as saudades.

  6. Cris Carriconde Says:

    sempre adoro quando te encontro na vida real.
    Beijao, querido!

  7. Ane Aguirre Says:

    Contraditoriamente triste e feliz por essas linhas que li até o fim com minha atenção no volume máximo. Creio que há um marco divisório hoje entre os que estavam desde o princípio. E no princípio, suponho, todos queriam ser vistos. Já não é mais assim. Eu e muitos (tenho certeza) ficamos felizes por tê-lo visto, Marcos. Isso me parece algo de bom e importante para ser guardado. Já não sinto vontade de ver quem quer ser visto e, como você, tenho estado viajando há algum tempo. Gosto de saber que há mais gente sobre a face da terra que é feito assim de material orgânico como você. Por isso, perecível, talvez. Por isso mais precisoso.

    Beijos pra vc e para a moça que faz você sorrir na viagem.

  8. Sergio Fonseca Says:

    É engraçado. Entrei nessa história de blog em 2002. Ainda era “o início”. Ao contrário da maioria, não entrei para ser visto, mas para descobrir como funcionava para ajudar um amigo que queria ser visto. Achava quase tudo um lixo. Na verdade, ainda acho. Espaços como o Pirão são como oásis em meio à tanta aridez. Houve uma época em que também fui engolido pela febre de popularidade e acessava mais as ferramentas de auditagem do que endereços inteligentes. Hoje quase não escrevo. Às vezes coloco uma foto só para dizer que sou um sobrevivente. Ainda não fiz as malas mas vivo saindo de férias. Aproveite bem a vida real e espero revê-los em breve numa academia da chachaça ou qualquer boteco da vida.

    Forte abraço!

  9. Ana Beatriz Says:

    Olá Marcos..leio seu blog faz bastante tempo, mas quase nunca comento…. Li seu post e espero que 2008 seja seu ano de ‘reencontro’, que sua “viagem” seja bastante proveitosa e que consiga desfrutar de todas as coisas boas que a vida e os amigos têm a oferecer! A blogosfera ficará desfalcada, mas sabemos que você estará feliz, light, papeando bastante na vida real!
    Boa sorte pra você!! E um ano de muitas realizações!
    Abraços,
    Ana Beatriz

  10. Ururau Irado Says:

    VP, fique em paz. Tudo dará certo - é o que desejo.

  11. Rafael Netto Says:

    Vai lá VP! Viaje bastante!
    Eu admiro muito quem é capaz de se reinventar, dar “reset” na vida, talvez por não me sentir capaz de fazer o mesmo.

    PS: Essa história de “viajar metaforicamente” me lembra daquele nosso projeto em Beberibe…

  12. Mário Says:

    Fala, VP! Espero que em 2008 vc consiga reorganizar sua vida, relizar todos os sonhos e, continue por aqui tocando o Pirão em frente.
    Como dizia o Renato Russo: Força sempre!
    abração

  13. Carol Linden Says:

    Brou, continuo aqui neste cerrado desolador torcendo por todos vocês. Que 2008 seja o ano que vcs merecem.
    Bjs da sis.

  14. fernando cals Says:

    Pois é, Marcos,
    dá pra entender, perfeitamente, a sua idéia, vontade.
    Vez em quando da-me a mesma vontade, mas sossego e não fico taõ atingido quanto você. Temperamentos, vá la!
    Leio que você teve um problema de saúde e isso deve ter pesado muito. Felizmente, eu que tive que sofrer uma pesada cirurgia no coração, safenas e pontes, inesperadamente nesse final de 2007, tive a felicidade de recuperar-me bem.
    A sua decisão, que nos deixa triste com a “perda” de um amigo blogueiro, é sua e você tem, naõ so o direito, como a obrigação de cumpri-la.
    Vai fundo, com toda a coragem e pertinãcia, para cumprir seu destino.
    forte abraço em sua viagem, Feliz 2008 e muita Paz e SAÚDE.
    fernando cals

  15. maira parula Says:

    ai, marcos, a vida real qd bate à nossa porta costuma ser implacável. é um momento de transformação, e dói. aproveite muito a viagem. a poeira há de baixar. a felicidade até existe. querer ser visto faz parte, vc tem algo a dizer, sempre teve. é um dos poucos. um beijinho na bochecha e melhoras.
    com amor

  16. Bruno Says:

    Máquequéisso! Vira e mexe um blogueiro predileto meu manda uma dessas de sabático… mas logo tu, véio??

    Tomara que esse processo todo seja proveitoso, e que você saia melhor ainda, escrevendo pra cacete, nos dando tanto divertimento e prazer em ler tudo o que tens paciência de botar aqui. Mas vê se troca de carro nessa viagem - tá na hora de comprar um Idea laranja, né?

    Vou sentir falta dos seus olhos azuis imbuídos nas letras. Volta logo. Abração.

  17. Carla Says:

    Boa viagem, querido. Foi muito bom te conhecer, espero um dia poder te ver pessoalmente. Que 2008 seja um ano bom pra voce e sua familia.
    Um beijo grande.

  18. tarsischwald Says:

    Se tua justificativa não fosse tão válida e bem escrita, um desabafo tão simples e bonito…. eu juro que ia te mandar chupar uma chupeta de negão.

    Porque macho que é macho não baixa a cabeça nunca, nunca mesmo, nem morrendo.
    E olha que as vezes, as porradas são fortes demais…

    Como um admirador e completo desconhecido teu, só posso te desejar boa sorte e torcer para que tu se restabeleça logo, em todos os aspectos. E como tb sou velhinho e passei por poucas e boas nessa vida, recomendo maracujina (Sério) e cabeça fria.
    Certo, é difícil ficar frio, mas é fundamental para virar um placar adverso. Sem isso, nem comece. Cabeça fria faz TODA a diferença.

    E a próxima vez que quiser dar um tempo, não precisa ser tão educado. Abra a tela e escreva “vai todo mundo que está me lendo na internet tomar no cú”. Não se preocupe. As pessoa que te entendem e gostam de ti, não vão se ofender e de quebra, você vai ter maravilhosa sensação de ser um muito mal educado.. :D

    Abraço do sempre tosco, Társis ou T§

    PS: Conhece o budismo zen? Tb recomendo, mudou minha vida pra melhor.

  19. Wagner Fontoura Says:

    Coloque aí na mochila o que couber da enorme admiração, do enorme carinho e do enorme respeito que tenho por você, meu querido. Agora, se não quiser carregar peso algum, saiba que eles estarão ad infinitum ao seu dispor. Torço muito pela sua felicidade e vou rezar por ela todas as vezes que a sorte trouxer você à minha memória.

  20. lulu Says:

    marcos,
    estou contigo. sei do que vc fala. não se perca de vc.
    l.

  21. Veridiana Serpa Says:

    Sentirei saudades dos textos, mas creio que fará uma bela viagem, encontrará o que está procurando e muito mais e com certeza estará em muitos momentos muito bem acompanhado por seus filhos e esposa. Desejo de coração um 2008 repleto de paz, amor, saúde e energia positiva… às vezes se der você pode passar para nos visitar se arrumar um tempinho em alguma parada dessa viagem. []’s

  22. Rodrigo Brasil Says:

    Qq viagem que vc faça, estarei sempre torcendo por aquele bom e velho pit stop acá, no velho Curral Del Rey.
    Aquele porre enconstado em algum casarão de Ouro Preto, violão à tiracolo, goodfella, sempre estará de pé, saiba!

    Umn abraço do irmão aqui…

  23. Lulu Says:

    VP, esse seu último e-mail me assustou. Sei que não está fácil manter contato, afinal são quatro horas de difernça. Mas me escreva um e-mail se precisar conversar. Estou sempre por perto. Abraços.

  24. Vivien Says:

    As vezes as crises são produtivas.Sei lá.Tb passei um ano ruim e um final de ano horrível.Tive pouca vontade de escrever e não escrevi,mas o tesão pelo blog voltou logo.Tomara que seja assim com vc,comecei a te ler há pouco tempo, ms vou sentir falta dos textos.
    Espero o melhor.Beijo.

  25. Shirley Says:

    Espero que tenha deixado os problemas e a tristeza em 2007.
    Para alegrá-lo resolvi escrever para contar que tenho um pé de siriguela no meu quintal, cujos galhos, estão totalmente tomados pelos frutos. Alguns verdes, outros amarelos e vermelhos. Fui “abençoada”, pois há 3 anos meu pé de siriguela produz muito, apesar de estar plantado na região sudeste, onde moro. Quando o plantei, quase me arrependi, pois não conhecia a planta e pesquisando vi que era da região nordeste. Acho que esse pé de siriguela, de certo modo, resolveu me dar uma lição de “força de vontade” Produziu onde as condições lhe são “adversas”
    Abraços e acredite no “eu quero, eu posso”

  26. designando Says:

    Oi querido,
    Espero que seu período de reflexão te ajude a deixar as prioridades mais claras. Eu penso que na vida, além das pessoas que amamos, os sonhos são o que mais temos de importante. Nunca desista deles… Eles dão total sentido a vida. E acredite que os sonhos são realizaveis. Não existe essa de sonho impossível. O impossível é temporário.
    Beijo grade e muita luz pra vc,
    mel

  27. Viva Says:

    Meu terapeuta vivia me dizendo pra largar o teclado e encarar o mundo real. Tenho feito isso por conta de um novo trabalho e não me arrependo. Mas sinto falta de encontrar os muitos amigos que fiz por aqui. Alguns eu só posso encontrar vitualmente pois moram em outras cidades ou até países.
    Mas nós, que temos a sorte de morar na mesma cidade, não precisamos chorar à distância , né? Ainda te devo um chope no Bracarense. É só você marcar e eu estarei lá! Beijo.

  28. Cláudio Costaq Says:

    Deixar o virtual e cair na real. A ficha caiu, rapaz! Visitava ocasionalmente o Pirão e sempre gostei do que li. Não lamento sua ‘viagem’, pois o destino já vale a pena: você mesmo! Parabéns. Paz, saúde, amor (e não são votos de ocasião, mas de coração).

  29. Alexandre de Oliveira Says:

    Será que você voltou para ler os comentários?

  30. Fabi Says:

    É uma pena conhecer seu espaço em plena despedida.

  31. Bruno Says:

    Estou logo vendo que vou passar, de semana em semana, por essas bandas pra ver se você já mudou de idéia…

  32. lu olhosdemar Says:

    saúde! e um breve retorno. gente com conteúdo faz diferença. como vc.

  33. André Says:

    Olá! Realmente é um pouco tenso ter um blog, toda esta obrigação, expectativas e etc. Pessoas dizendo que você tem conteúdo e essas coisas que fazem bem ao ego. Sei que sou muito novo, tenho 21 anos, mas acho que entendi muita coisa do que disse no texto. Só quero deixar um humilde apoio. Não lí muito, só este texto mesmo. É isso boa sorte!

  34. Música maestro! | Nossa Via: O conteúdo passa por aqui! Says:

    [...] V.P., que tive a honra de conhecer pessoalmente em dezembro. Infelizmente, logo depois, como conta aqui, ele deixou os blogs e atualmente só escreve raramente para dar sinal de vida aos [...]

Comment: