Revisitando meus textos antigos, achei este de fevereiro de 2003 jogado num canto. Não fui eu que escrevi. Foi a Alê Félix quando ela ainda era uma blogueira sem nome. Republico agora, nesta tarde em que eu alinhavo minhas ilusões na lona grosseira do tempo.
“O Fantasma da Liberdade
Os saudosistas acham que o melhor da vida mora na lembrança, os calculistas acham que os melhores dias virão e alguns já desistiram de pensar nessas coisas e jogaram suas vidas nas mãos de deus. É assim que se divide a humanidade. Esse papo de “carpe diem” é conversa pra boi dormir. Pouquíssimas pessoas vivem o momento presente. Viver o presente requer liberdade, coragem, desprendimento… Ninguém é livre preso às lembranças do passado e aos planos para o futuro, ninguém é livre se é preso aos laços de família, amizade e amor. Ninguém é livre com contas vencendo no fim do mês. Impossível viver o presente se você não tem coragem para não deixar que esses detalhes influenciem o seu dia. É fácil! Pergunte-se: Onde você gostaria de estar agora e fazendo o que? Se o seu pensamento levou você para bem longe desta cadeira, esqueça. A sua liberdade é uma ilusão.”






Putz.
Maior verdade.
É a história do “I´d rather be flying”.
Se pudessemos simplesmente escolher, certamente recai em algo que dá prazer e relaxa o indivíduo como se ele fosse único no mundo. É a verdadeira apoteose do egoísmo. Mas há de se compreender que existe e procurar lidar bem com ele.
E tem coisas que dão prazer mas não relaxam.
E tem coisas que relaxam mas não dão prazer.
Interessante que sempre que saem estas frases vem de lá de dentro do lado mais ego-ísta. Ninguém quando pragueja do trabalho solta um “I´d rather be relieving pain in Africa” ou
“I´d rather be seraching for the cure of cancer disease”.
Mas é o ser humano.
SOMCCS