“(Penso que a pobreza da filosofia e da literatura no Bananão se deve, em boa medida, à curiosa idéia de “vivência” comum à maioria dos brasileiros. Você ouve um habitante da Botocúndia falar em “viver!”, com exclamação, e sabe de imediato que esse verbo exclui completamente: a) observação; b) raciocínio indutivo e dedutivo; c) leitura. Todas essas coisas, para um brasileiro, são feitas fora da vida; très exotique, diria um francês do século 19 ajeitando seu monóculo. Claro, trata-se de uma noção infantil do que é a vida: criança é que não consegue ver nada -viver nada- sem pegar. Mesmo os sentidos se restringem ao tato e ao paladar. É por isso que o brasileiro acha que pegar a merda e pôr na boca é o único modo de “conhecê-la”. Transfira isso para a vida mental da nação -cacófato premeditado- e você entenderá por que boa parte dos nossos so-called escritores jamais saiu da fase anal.)”
Do velho Ruy Goiaba, republicação de uma republicação de 2005. Atualíssimo ainda, como podem perceber.






Falta educação.
Ninguém quer ter um projeto de educação sério.
Sem educação não existe civismo.
Eu estive em Cape Town. Vi favelas lá. Vi gente muito humilde que tinha mil vezes mais civismo do que o cidadão brasileiro mais esclarecido que houver.
E pra resolver é coisa de centenas de bilhões por muitos anos. Do contrário vale o aforisma da história:
“As pessoas que desconhecem sua história, tendem e repeti-la”
Henrique