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Arquivo da categoria ‘heresias’

“(Penso que a pobreza da filosofia e da literatura no Bananão se deve, em boa medida, à curiosa idéia de “vivência” comum à maioria dos brasileiros. Você ouve um habitante da Botocúndia falar em “viver!”, com exclamação, e sabe de imediato que esse verbo exclui completamente: a) observação; b) raciocínio indutivo e dedutivo; c) leitura. Todas essas coisas, para um brasileiro, são feitas fora da vida; très exotique, diria um francês do século 19 ajeitando seu monóculo. Claro, trata-se de uma noção infantil do que é a vida: criança é que não consegue ver nada -viver nada- sem pegar. Mesmo os sentidos se restringem ao tato e ao paladar. É por isso que o brasileiro acha que pegar a merda e pôr na boca é o único modo de “conhecê-la”. Transfira isso para a vida mental da nação -cacófato premeditado- e você entenderá por que boa parte dos nossos so-called escritores jamais saiu da fase anal.)”

Do velho Ruy Goiaba, republicação de uma republicação de 2005. Atualíssimo ainda, como podem perceber.

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SUPEREGO (sem conseguir conter um leve sorriso no canto da boca) – Eu te disse, não é? Eu te disse, eu te disse, isso um dia ia acabar acontecendo. Não se constroem castelos no vento e espera-se que sejam sólidos, eu avisei.

ID (Tristonho no sofá) – Ah, vá a merda. Isso é só uma crisezinha.

S – Crisezinha uma ova. Até quando vocês acham que vão conseguir enganar os outros? Acharam que iam ficar vendendo suas inutilidades a vida inteira e ninguém ia desconfiar dessa eterna metalinguagem que vocês usam? Fala sério. Quantos “gênios” vocês criaram por aí nesse tempo, heim? Grandes escritores, especialistas máximos, expertos dos mais vastos assuntos, filósofos de seu tempo. Pro inferno com essas imposturas.

I – Entre nós há grandes escritores sim! Não vê quantos elogios recebemos?

S – De quem são esses elogios? de vocês mesmos, os blogueiros? de acadêmicos obscuros, de comunicólogos fracassados que só em sua turma sobressaem? onde estão as grandes críticas sobre vocês nos grandes meios de comunicação? onde estão as citações a vocês  na academia?

I (irritado) – Isso tudo que você cita é passado! A comunicação agora é virtual! Nós somos o stablishment!

S – Quem deu a vocês esse título, hum? Foi o passado que já se encerrou? Estão vocês já estão estabilizados no presente, não é mesmo? São vocês o paradigma do futuro? Balela. Tudo o que vocês fazem é papagaiar em círculos, é agir entre amigos, é compartilhar de um universo fechado. E digo, heim? um universo fechado e ínfimo!

I – Seu problema é a inveja. Nós temos sucesso, você tem o quê?

S – A razão, para variar. Não lhe passa pela cabeça como vocês são patéticos? são meia dúzia de palestrantes do vazio, levemente envernizados de marketing, que a maioria não estudou o suficiente nem para entender o que é uma matriz de SWOT, vendendo uns aos outros sob uma carga enorme de elogios, atacando violentamente quem lhes joga a luz da realizade em cima, iludindo milhares de incautos sôfregos por esse mesmo arremedo de êxito que vocês dizem possuir, quando na verdade vocês não são capazes de vender sequer um poeminha mimeografado em porta de bar. Porque esses, quando eram vendidos, era porque eram bons. Tinham valor. Nada do que vocês fazem tem valor por si só. O valor de vocês é artificial, inventado, ilusório.

I – Isso, fale, fale o quanto quiser. Não vai adiantar nada. A rede veio para ficar, nós somos seus pioneiros, seus desbravadores. Nós determinaremos o que vai acontecer daqui para a frente, será que você não entende?

S – Entendo apenas que vocês se debatem. Nem seus textinhos vazios vocês conseguem fazer com que pareçam originais. Vocês estão se repetindo, muito, o tempo todo. No momento, a bem da verdade, a única coisa que cresce em vocês é bolor.

I – Não importa. Nós somos a ação e se por acaso as coisas derem errado, nós aprenderemos com os erros e corrigiremos nosso caminho. Nós somos a ponta de lança. E vamos seguir em frente.

S – Sim. Quando aprenderem a fazer alguma coisa realmente útil.

I – Como o quê, sabichão? jornal de papel?

S -Depois eu é que tenho inveja. Quem é que guarda emoldurados até hoje as poucas reportagens sobre vocês mesmos que saíram em jornais de papel, quando vocês ainda eram uma novidade?

I – O jornal de papel está morrendo!

S – E por sorte, não por causa de vocês. Seria uma lástima ver a comunicação venal ser pura e simplesmente substituída pela comunicação virtual. Ia dar na mesma, somente com mais patrões e menos empregados.

I – Você não desiste, não é? mas em compensação, não tem qualquer solução para o futuro.

S – Não é meu trabalho dar soluções. Meu trabalho é passar as soluções em um filtro crítico. No fundo, eu esperava mais de vocês. Menos apego às próprias criações, menos ranço de velhice em pessoas tão novas. Cabeças abertas, é o que falta a vocês.

I – Quem pode ser cabeça aberta com alguém tão arraigado de morais nos perturbando?

(nesta hora, o EGO, já cansado do bate boca, estica o braço em seu sofá e sorrateiramente puxa o fio da conexão. há limites para tudo, até para discussões.)

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I

Antônio escreveu um livro
(uma merda de livro, disse-me minha mulher, que o lera)
e foi elogiado por Lúcio, que escreveu um livro
que foi elogiado por Maurício, que escreveu um livro
elogiado por Fernanda, que escreveu um livro
elogiado por Rodrigo, que não escreveu livro algum
mas que tinha sido chamado de gênio por Antônio.

Carlos amava as coxas de Maria, que saiu do interior
e foi ser gauche em São Paulo.
E arrumou emprego na firma de Edmilson, que trabalhava com Ângelo
que elogiava Augusto, que elogiava Cícero, que elogiava Francisco
que achava sensacional Carlos, que já amava as coxas de Maria
quando ela ainda era menor de idade.

Felipe replicou Mário, que interpretara Sérgio, que transformara Armando
que copiara Bernardo, que imitara Hélio, que plagiara Joaquim, que citara Felipe
que choramingava porque ninguém lhe dava o devido hiperlink.

II

Blogueiros entre jornalistas
escritores entre articulistas,
ensaístas entre palestrantes.
Os textos saem, sem cessar
E então Caetano pergunta:
Quem lê tanta notícia?

Eta vida besta.

III

Havia uma blogosfera no meio do caminho.
(e eu quase pisei nela, que sorte!)
No meio do caminho havia uma blogosfera.
E assim se passaram dez anos e quando eu voltei
ainda havia uma blogosfera no meio do caminho
- a mesma blogosfera! -
mas com milhares de moscas a mais.

IV

Se procurar bem você acaba encontrando.
Não a explicação (irrelevante) da postagem,
Mas a inutilidade (inquestionável) da atitude.

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Não, eu não vou por aí

Republico este pequeno porém necessário poema, neste tempo em que,  insana e incessantemente, tantos por aí arrogam-se o direito de sair doutrinando a humanidade.

Cântico Negro
(José Régio)

“Vem por aqui” — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: “vem por aqui!”
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali…
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos…
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: “vem por aqui!”?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí…
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?…
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos…

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios…
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios…
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: “vem por aqui”!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou…
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

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Amar em paz

Preconceito contra homossexuais é um negócio que me dá um nó na garganta. Ler posts como este aqui do Idelber (*) e este outro da Cora - que são pessoas diametralmente opostas em termos políticos – é de dar aperto no coração.

O Idelber sugere que as pessoas, antes de achar que entendem tudo sobre o caso, procurem conhecer a vida e os problemas dos conhecidos que são homossexuais. Nem preciso ir longe. Tenho gays e lésbicas na minha família. Sei o que passam, me orgulho deles quando tem coragem e os entendo quando se mostram covardes, incapazes de superar as adversidades. Não os culpo, não os julgo.

Ao escolher esse lado da batalha, ainda mais sendo católico, eu sabia que também passaria pelos crivos dos que aí estão, julgando e condenando com a facilidade de quem toma um cafezinho. Ocorre sempre. Uma das frases que mais escuto quando resolvo defender os direitos (em amplo espectro, ok?) dos homossexuais é a seguinte: – Mas você gostaria que seu filho ou sua filha fosse um homossexual? Você se sentiria bem?

A resposta é óbvia. Com franqueza? não. Não gostaria que fossem nem me sentiria bem. Mas sabem por que? porque eu sei como essas pessoas sofrem. Ver meus filhos beijando ou casando com iguais não me causaria nenhum problema. Meu problema seria dormir de noite, preocupado com eles, sabendo que eles vivem num mundo que não os aceita. Porque não entra na minha cabeça como é que um PAI e uma MÃE (vejam, não estou falando de direitistas ou religiosos ou qual quer que seja o caso, mas da relação familiar, parental, sangüínea…) podem afastar de um abraço, de um carinho e do conforto de sua presença um filho por que ele resolveu ser gay assumiu sua homossexualidade. Quanto mais eu penso nisso, mais eu me convenço de que, se acontecesse com meus filhos, eu seria o maior e mais determinado escudo na defesa deles. E não aceitaria jamais perder um minuto da presença deles na minha vida e nos meus braços por qualquer motivo.

Mas tem pais e mães que matam seus filhos por isso. Por vezes só internamente, mas em muitos lugares, com pau, pedra e tiro.

Por essas e outras, ainda que os rótulos de cristão, religioso, supersticioso ou o escambau me doam nas costas nessa hora, eu não tiro uma vírgula de razão dos que defendem, com unhas e dentes e mesmo exagero, os direitos de quem nessa vida, só tem o desejo de querer amar em paz.

PS: Na última terça-feira, o caderno de adolescentes do Jornal O Globo, o MEGAZINE, teve como matéria de capa uma reportagem sobre o Leskut, comunidade social da Internet que se define como “o ponto de encontro para meninas que gostam de meninas”. Estou louco para ver as cartas dos leitores da semana que vem. Deve vir cheia de marimbondos de fogo. Já na edição de hoje, o colunista Joaquim Ferreira dos Santos nos dá conta de que uma proposta do programa Rio sem Homofobia foi prontamente aceita pela Secretária de Estado de Educação Tereza Porto: a partir do dia 28 deste mês, todos os travestis e transgêneros matriculados em escolas da rede pública de ensino deverão ser chamados pelos seus nomes sociais, ou seja: pelos nomes que representam sua identidade feminina. Isto vale também para todos os documentos escolares, como lista de presença, carteiras e agenda. Estes alunos também poderão usar uniformes femininos se assim quiserem. É uma atitude aparentemente pequena do estado que certamente trará um grande impacto em benefício aos envolvidos. Que diferença da política pública (sic) para homossexuais do governo anterior, o do homofobiquérrimo casal diminutivo.

(*) Professor, vai com calma quando for me desconstruir hoje a noite na Cobal. Eu nem beber posso…:-)

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Ando cansado de escrever textos longos. A cada dia mais inspirado pela encantadora síntese proposta pelo Twitter, eu me comprazo em tirar dos meus textos tudo que é supérfluo, à exceção, é óbvio, do rebuscamento barroco que me é característico. Mas deixando pra lá o nariz-de-cera – esta figura estética ressuscitada pelos blogs – voltemos ao assunto: o cansaço.

Historicamente, eu deveria ser um sujeito que abominasse a alienação. Metade da minha adolescência se deu ainda sob a ditadura.  Eu deveria viver numa constante luta contra quem se aliena, porque essas pessoas não deveriam ter direito de deitar suas cabeças nos travesseiros e viver em paz sobre o sangue dos que não prevaricaram de suas idéias e ideais. Só que hoje, eu olho em volta e percebo que meus heróis não são os que morreram de overdose e de fom, de bala ou vício por aí. Na verdade, não há heróis. Há pobres pessoas lutando contra moinhos de vento imaginários  ou reais e moinhos em ruínas lutando para se manter em pé. Não importa. É uma luta patética.

Nessas últimas semanas eu presenciei esquerdistas e direitistas se digladiando feito moleques remelentos, atirando uns nos outros as mortes causadas há calendas pelos comandantes fascistas e comunistas; vejo esses mesmos companheiros, quando estão entediados, atirar na cabeça dos cristãos as mortes causadas em calendas ainda mais antigas pelos Inquisidores de batinas negras. Vejo os companheiros lutadores atuando, agindo e discursando virulentamente contra coisas – a liberdade, por exemplo – que defendem com a mesma virulência em textos seguintes. Ou anteriores, tanto faz. A raiva pela raiva, a briga pela briga, a beligerância antes de tudo, de um jeito e de uma forma que acaba tornando essas pessoas,  quando elas conseguem um vislumbre de humor ou de carinho em suas cruzadas, apenas um arremedo digno somente de profunda desconfiança.

O pior é que eu já quis ser assim. Confesso que me arrependo profundamente. Hoje, minha vontade é ir embora para as montanhas ou para a praia – se der para ser as duas coisas juntas, melhor – para ter uma casinha branca de varanda e cultivar tinhorões falantes e ouvir o canto do urubu-rei e tomar pinga com mel de abelha da bunda vermelha.

Queria viver mesmo longe das notícias. Longe dessas discussões inúteis sobre quem matou mais, se Mao Tse Tung, Torquemada ou Mussolini; sobre quem é mais feliz, os cubanos que não podem tomar sorvete ou os miseráveis novaiorquinos aquecendo-se em suas latas; sobre quem está mais certo, se a grande petroleira mega-poluidora ou o jornal que lhe denuncia os abusos; sobre quem merece mais respeito, se o presidente do estado islâmico que executa homossexuais ou se os gays que denunciam suas visitas e assim agem contra a mesma pluralidade pela qual se supõe que lutem; sobre se a liberdade de culto deve ser combatida ou se os supersticiosos do mundo tem, como qualquer um, direito à sua superstição.

Hoje, com a rede rodeando nossas vidas, uma nova forma de dominação se levanta: o domínio pelo excesso de informação. Antes, a informação era guardada, cerceada, controlada, manipulada. Hoje, é só deixar que ela circule livre por aí. Pouco importa. Quem tem a credibilidade suficiente para proclamar “A Verdade”? Quem é confiável? Qual é A Verdade? O quê, nesse mar de conteúdo, pode ser considerado fidedigno?

Por isso, hoje, eu prego a alienação ao invés de combatê-la. Quem queria a verdade foi derrotado. Porque a verdade está aí mas há milhares de verdades e não dá para saber qual é a mais verdadeira. E tentar achá-las nas discussões inóquas dos que lutam para estabelecê-la a qualquer custo é apenas entrar no território infernal dos intolerantes de toda espécie. E como dizia João Gilberto, “não adianta, eles são muitos”.

Que se matem de brigar. Acabarão isolados em seus feudos cercados de regras, normas e muros altos. Eu vou atrás do meu, que espero, tenha horizonte, brisa e passarinhos.

(Nota – Eis aqui uma verdade pra vocês: eu não tenho um feladaputa de um amigo que me escreva em PVT para me avisar que eu escrevi “RESUSSITAR” errado. Vocês são lindos.)

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Há exatos sete anos era assassinado – em serviço, em uma favela da zona norte do Rio de Janeiro – o jornalista carioca Tim Lopes. Sim todo mundo lembra. De lá para cá, a temática ampliou-se um pouco. Deixou de ser a morte dos jornalistas e passou a ser a morte do jornalismo. Para quem apregoa – como eu, por exemplo – que o jornalismo e a grande imprensa estão em meio a um inexorável – se longo ou curto não dá para dizer ainda – processo de extinção, uma coisa, nisso tudo, é certo: ainda não ouvi falar de um player da nova imprensa (ou novo jornalismo, ou nova mídia, não importa…) que tenha entregue voluntariamente a vida por uma notícia ou matéria. Quem tiver visto ou sabido, pode me desmentir. A nova mídia, smj, ainda é em sua quase totalidade, coisa de diletantes.

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Léocuco, meu caçula, é um menino de cinco anos absolutamente adorável. E não é porque é meu filho não, mas o que posso fazer se depois que ele nasceu todos os meninos do mundo me parecem uma amorfa renca (1) de remelentos? Nele, tudo me orgulha. Pensem num pai babão no dia em que ele pronunciou a frase “Pai, eu ODEIO a Xuxa!” e quando ele começou a cantarolar solos do The Edge sem errar nenhuma nota – e o MELHOR: me corrigindo se eu o fizesse (de propósito, claro).

Só que dia desses este orgulho virou pânico.

É que a criatura, ao contrário dos remelentos da mesma idade, que ficam se engalfinhando em lutas de heróis e vilões pelos cantos afora, resolveu que isso era POUCO para ele. Ele queria algo mais GRANDIOSO.

- Inventei um CANAL de televisão, pai. Vai se chamar H****** (2) e vai ter só desenhos de HERÓIS!

E então, ele começou a montar a GRADE de programação. E começou a pensar no PÚBLICO ALVO (“- sim, vai ter desenhos para meninas também, e até para bebês”). E começou a pensar nas PROMOÇÕES (“Quem comprar o DVD do Bolt vai ganhar um Bolt de pelúcia que fala e solta raios”). E então, ele resolveu criar um personagem para ele mesmo, uma série INÉDITA onde ele é o herói e que tem vários vilões. O nome? Léo SUPER CÉREBRO!

E agora ele está lá no quarto terminando de desenhar a LOGOMARCA!

Acham que eu estou brincando? então vejam ISSO:

leo-super-cerebro1

Isso mesmo, meus AMIGOS publicitários. Riam, riam até sufocar.

Eu mereço.

(1) Tirando, é claro, meus sobrinhos e filhos de amigos. Sim, este blog, a exemplo da Câmara dos  Deputados, é corporativista.
(2) Não vou dizer o nome ainda. Sei lá, vai que o Léo quer REGISTRAR antes. Ele nunca me perdoaria.

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dia-da-mulher

(Nota full of disclaimer: Achei na rede, não fui eu que desenhei. Mas eu achei lindo, sutil, romântico e ainda que remeta ao clichezão do beijo na bunda, elegante, fino. Sinto, contudo, que a imagem causa certa espécie. Aqui no trabalho, por exemplo, não me deixaram usar para fazer a homenagem deste ano. Não entendo o porquê…)

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Quem canta seus males espanca

Prometi a dois amigos que eu encontrei semana passada (Putz, foi ótimo!) que eu publicaria esta música, um misto de autocrítica e farta distribuição com pitadas de  LaFontaine. Ah, Maurício Pacheco eu não sei exatamente quem é, mas a música foi gravada pelo Moreno +2. (Ou Kassim +2, ou Domênico +2, a gente nunca sabe…).

Eu Sou Melhor que Você
(Maurício Pacheco)

Todo mundo acha que pode, acha que é pop, acha que é poeta.
Todo mundo tem razão e vence sempre na hora certa.
Todo mundo prova sempre pra si mesmo que não há derrota.
Todo homem tem voz grossa e tem pau grande,
E é maior do que o meu, do que o seu, do que o do Pedro Sá
Todo mundo é referência e se compara só pra ver que é melhor.
Todo mundo é mais bonito do que eu mas eu sou mais que todos.
Todo mundo tem suingue, é feliz, é forte e sabe sambar.
Todos querem mas não podem admitir a coexistência do orgulho e do amor porque:
Eu sou melhor que você, Boa viagem.
Eu sou melhor que você mas por favor fique comigo que eu não tenho mais ninguém
Todo mundo diz que sabe e quando diz que não sabe é porque,
é charmoso não saber algo que todas as pessoas já sabem como é.
Todo mundo é especial, é original, é o que todos queriam ser.
Não basta ser inteligente, tem que ser mais do que o outro pra ele te reconhecer.
Todo mundo ganha grana pra dizer que ela não vale nada.
Todo mundo diz que é contra a violência e sempre dá porrada.
Todos querem se apaixonar sem se arriscar, nem se expor e nem sofrer.
Todas querem vida fácil sem ser puta e com reputação,
Se reprimem e começam a dizer:
Eu sou melhor que você.
Eu sou melhor que você mas por favor fique comigo que eu não tenho mais ninguém!

É melhor que você,
Mais ninguém é melhor que você.

Todo mundo acha que pode, acha que é pop, acha que é poeta.

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