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Archive for the ‘lereados’ Category

O último post.

Quem lê o Pirão há mais tempo, nesses quase oito anos, sabe quantas vezes eu tentei encerrar este blog. Quem me lê há mais tempo sabe quantas despedidas eu escrevi por aqui, todas pretendendo ser a última.  Esta de hoje é diferente porque na verdade, o blog Pirão Sem Dono, efetivamente, já não existe mais. Meu último post foi publicado em abril e neste ano mesmo, eu só escrevi sete deles. Este é o oitavo.

O fato é que eu cansei de escrever aqui. As motivações, os desejos, as coisas que eu esperava com este blog, nenhuma delas existe mais. A idéia de que o blog me faria escrever melhor até se confirmou, contudo não me trouxe nada de melhor na vida. Conheci muitas pessoas através do blog mas, efetivamente, sobraram pouquíssimas.

Também comecei a reler meus textos. Minha idéia era até compilar os meus melhores textos desde 2002 e disponibilizar aqui, para quem tivesse curiosidade de lê-los. Contudo, relendo o que eu escrevi, eu percebi que tinha, na verdade, vergonha da maioria das coisas que escrevi. Ou porque estava mal escrito ou porque eu não sou mais a pessoa que os escreveu um dia. Por isso, desisti da idéia.

O blog não vai ser apagado. Vai ficar aqui mesmo, fantasmagórico, para quem ainda quiser ler alguma coisa.  E se algum dia eu quiser mesmo escrever alguma coisa maior que os 140 caracteres do twitter ou os 400 e tantos do Facebook, não será mais aqui que o farei. Se eu quiser mesmo, o que duvido, será em outro espaço, outro blog. O Pirão se encerra aqui. O tempo dele passou.

Apenas como agradecimento por esses anos, que tiveram sim seu valor e seu preço e que agora se encerram, eu vou republicar três textos que escrevi, três textos que me renderam o elogio de três pessoas que são importantes para mim, três textos que estas pessoas certamente gostarão de ler novamente.

A todos os que leram o Pirão, uma vez que fosse, meu muito obrigado.
MarcosVP

03/10/2003
SE EU FOSSE EMBORA
(para Rodrigo Brasil)

Se eu fosse embora do Rio, sentiria saudade dos meus pais. E dos meus irmãos. E sentiria medo de ir morar perto de meus amigos, que por uma estranha sina, moram sempre muito longe de mim. Se eu fosse embora, ia sentir falta das montanhas, como um dia senti do horizonte, das dunas e do vento de Fortaleza. Ia sentir falta dos ônibus coloridos, que eu ficava decorando da janela do Novo Mundo. Ia sentir saudade de entrar no Real Gabinete com aquela vontade quase irresistível de deitar no chão e olhar para o teto.
Se eu fosse embora, ia sentir saudade de ver o sol nascendo no mar da Ilha, que eu vi uma vez só. Ou sobre a cidade, vermelho como uma bola japonesa, por trás da inversão térmica. Ia sentir saudade do Galeão. Ia sentir falta de andar por Ipanema ouvindo a “garota” ao piano, nessa rádio imaginária que toca em nossa cabeça. Ia sentir ainda mais falta do Forte Velho da Urca, que está fechado às visitas. Ia sentir falta das vistas, das paisagens.
Se eu fosse embora, ia sentir falta dos túneis, das estradinhas de morro, sinuosas. Falta da floresta, de pequenique sob as árvores, dos caxinguelês, e de cada um dos pássaros que eu tanto amo… as lavadeirinhas, os biquinhos-de-lacre, sanhaços, cambachirras. Das garças e até dos biguás. E dos gaviões e corujas.
Ia sentir falta da lagoa. Da reta dança dos remadores. De contar o tempo que eu levava para dar a volta nela. Do cheiro da maresia que envolvia a orla. Saudade da velha boemia da Lapa e da Santa Teresa dos bondes. Do Cristo anoitecido e dos três poentes do Pão de Açúcar. Das madrugadas frias nos bancos da Praia Vermelha ou nas rampas do Parque da Cidade em Niterói.
Parece muita coisa. Não é. Tenho vácuos na alma. Coisa que as paisagens que anestesiam os olhos não preenchem. Coisa que uma alegria irresponsável e fútil não alivia. Mas é uma busca ingrata, a que empreendo. Pode demorar. Pode ser que eu precise mentir para alegrar os ventos e fingir uma alegria que não tenho. E posso terminar de mão vazias, ou melhor: continuar.
Só queria não ter de fugir. Queria uma despedida alegre, abraços de boa sorte, visitas marcadas.
Mas talvez um dia, reste só a estrada.

06/04/2007
TERMÔMETROS
(para Carol Linden)

Orlando, 1983, 0º. São cinco da manhã, noite fechada. Meu pai e eu olhamos pela janela do hotel. Dá para ver o termômetro na rua. Passa um cara de calção e camiseta fazendo cooper. Meu pai, que nunca leu Lacan, decreta: – Olha ali um canadense!

Teresópolis, 1990, 2º. Três carros faziam a viagem do Rio para a serra. O primeiro quebra ainda no Rio: correia. O segundo, no meio da viagem: pneu furado. O terceiro, quase na chegada a Teresópolis, teve o pior destino: bateu o motor. No mirante do Soberbo, todos esperavam, solidários, a chegada do reboque. Mas resolvemos esperar no vento. Quem entrasse nos carros era viadinho. Ninguém arredou pé. O guincho só chegou uma hora depois.

Lumiar, 1993, 6º. Uma hora da madrugada. Depois de uma garrafa de vinho e várias caipifrutas, o amigo que nos acompanhava resolve ter uma crise de asma. O remédio mais próximo estava a 50km dali e havia um caminhão tombado entre a gente e a estrada de asfalto. O jeito é pegar um atalho numa estrada de terra. Muito tempo de estrada depois,  a conclusão: estávamos irremediavelmente perdidos. O Fusca prateado ainda rodou mais uma hora e meia antes de achar a saída daquele labirinto. E o amigo, de tanto me zoar, acabou esquecendo que estava com asma.

Araras, 2002, 8º. No quarto romântico, havia uma lareira. Fazia um frio medonho e chovia. A lenha, do lado de fora do quarto, estava úmida. Todas as tentativas de acender o fogo fracassam. Depois de queimar quatro jornais e uma revista, desistimos. Dormimos no frio, só com as cobertas. Cheirávamos como dois baconzitos.

Pedro do Rio, 1991, 12º. Primeira vez sozinho dirigindo em estrada e a velha e pesada Belina não ajudava em nada. Serra, chuva, neblina e um comboio de amigos dos mais sacanas. Cheguei puto e trêmulo na fazenda. Tomei uma garrafa inteira de Steinhagen. Não foi um bom fim de semana.

Curitiba, 1993, 14º. Do lado de fora da varanda do décimo-sétimo andar do prédio, a neblina formava uma parede branquíssima. Nada para ver, fui tomar meu café. Meia hora depois, quando voltei, o choque: havia, do outro lado da rua, a poucos metros em linha reta, um prédio tão alto quanto o meu, de berrantes tijolinhos vermelhos.

Guaramiranga, 1979, 16º. No Hotel Remanso, pela primeira vez, recusei um convite para um banho de piscina. Minha mãe me emprestou um camisa de gola rulê azul marinho – um cacharrel, como se chamava na época. Nunca a devolvi.

Rio, 1987, 17º. No caminho para o colégio, a garganta arde por causa da fumaça dos ônibus. O moleton surrado mal segura o frio. Percebo, depois de algumas observações que dá para saber a temperatura pelo fog. Hoje tem.

Brasília, 2006, 19º. No alto do prédio do Banco de Brasília, um marcador digital é meu relógio e meu termômetro. Hoje não vou precisar ligar o ar-condicionado.

Fortaleza, 1985, 21º. Acampamento do colégio, social, culto, cinema, paqueras. Camisa de manga comprida é uma raridade. Visto um moleton da Sorbonne que ganhei da minha mãe. As meninas me olham.

Fortaleza, 1982, 23º. Chove. Meu pai me chama, a mim e ao meu irmão. Descemos para a rua e ficamos um bom tempo debaixo da chuva morna. Quando eu tiver filhos, pensei, também vou tomar banho de chuva com eles. Vinte e cinco anos depois eu cumpriria a promessa.

Fortaleza, 1978, 26º. No rádio AM do Fusca branco da empresa, meu pai ouve as primeiras notícias do dia. O aeroporto Pinto Martins está aberto para pousos e decolagens e faz 26 graus em Fortaleza. E todos os dias era assim. Todos os dias, todos os dias.

Porto seguro, 1995, 28º. Fazia calor mas chovia. Chovia e chovia muito. E o primeiro acarajé me fez mal, e eu tive febre e enjôos e uma aranha passeou por nossa cama e perdemos um passeio de barco três vezes e eu esqueci do meu aniversário e um gambá entrou na minha mala e a gente quase perde o avião de volta. Era uma lua-de-mel.

Foz do Iguaçú, 1982, 32º. Decepção ao pôr os pés pela primeira vez na – supostamente fria – região sul do país: o calor era insuportável e o tempo abafadíssimo. No Paraguai, comprei uma pistola de brinquedo com pólvora de verdade. No Jornal Nacional, a notícia: Elis havia morrido.

Morro Branco, 2001, 34º. Minha praia preferida, meu paraíso deserto de piscininhas mornas e areia fina, lugar onde meus anjos brincavam de pique enquanto eu fazia castelinhos de areia molhada. Um dia maravilhoso, um sol forte, esqueci o filtro solar e voltei para Fortaleza com um doloroso bronzeado ultra violeta.

Piripiri, 1979, 38º. O inferno fica no Piauí, do lado do Parque Nacional das Sete Cidades.  Um arremedo de hotel fazenda. Uma vaca tristonha, um pobre maracajá numa gaiola minúscula e uma nuvem de moscas. O filme da minha câmera ainda era preto e branco. Mas o céu era abominavelmente azul.

Rio, 1991, 40º. O diagnóstico era mononucleose. A ordem: repouso absoluto. Mas eu tinha uma entrevista para fazer, para um processo seletivo. Era longe. Tinha fila. A fila era grande, o sol escaldante. Quase oito horas depois, eu chegava em casa. Coloquei o pé para dentro e desabei no chão. Não havia ninguém e eu dormi ali mesmo. Semanas depois, a resposta negativa.

Rio, 1987, 42º. Só quando passou a estação de Anchieta eu percebi: tinha pego o trem errado. Deveria estar no Santa Cruz e estava no Japeri. Ia chegar atrasado para a aula de MS-DOS que eu precisava dar em Campo Grande. Salto na estação seguinte – Olinda – para pegar o trem de volta a Deodoro, a bifurcação dos ramais. Dentro da imensa serpente de lata, não dava para segurar em nada: as mãos queimavam.

Rio, 1997, 44º. “Foda-se o mundo que eu não me chamo Raimundo”, pensei, enquanto despejava o resto da garrafinha de água gelada na cabeça. Na frente da Camisaria Orlando, um rapaz desmaiou e estava sendo acudido por alguns passantes. Eu, que nunca lera Lacan, mas já assistira algumas aulas sobre ele, irresponsavelmente pensei: “deve ser um canadense”. E corri para pegar o ônibus.

03/02/2007
OS 5 MELHORES  BEIJOS QUE EU NÃO DEI
(para Márcia “Viva” Naidin)

1982 – No quarto minúsculo de uma das casas do lendário sítio à beira-mar, a escuridão completa. Três camas de alvenaria, uma rede, quatro moleques, três meninas. Adultos vendo novela. A velha brincadeira de detetive. Ao invés de piscadelas, um toque de mão era o sinal do assassino. Na rápida arrumação daquela rodada, encontramo-nos, eu e a prima, deitados lado a lado na cama ao fundo. Doze e nove anos, virgens de tudo, inclusive daquele repentino desejo que não ousaria revelar-se à crueldade dos outros primos e irmãos e nem à censura dos adultos. Abraçados. Ela se virou para mim e minha boca encontrou a dela. O que fazer? Nem as bocas sabiam. Abrir ou fechar? e língua, é nojento? Nada… tudo era macio e quente. Ela era a detetive e eu, o assassino. Ela não disse nada, a rodada melou.

1984 – Festinha, casarão, horizonte de Fortaleza ao fundo. Esqueci de muitos rostos e nomes, mas não o dela. Nome e sobrenome, nobres, empoados. Ela simples, doce, cachos dourados, um rostinho redondo de um tempo em que “fofinho” não era ofensa, vestida como se não soubesse combinar sapato e bolsa. E ainda assim linda, a mais bonita da festa. Ela doze, eu catorze. Ela dançou com um, com outro. E depois comigo. E comigo de novo. E comigo várias músicas. E comigo todas as músicas. Kenny Rogers dizia “we’ve got tonight”, a luz apagou e eu vi o reflexo daqueles olhos grandes e tímidos me olharem. E eu fingi que não tremia e a beijei. Ninguém entendeu nada e no dia seguinte todos sabiam que eu tinha feito dois gols e era o rei.

1986 – Ponta Negra, a casa na esquina vizinha. Praia o dia inteiro, todos cansados, conversando ao pé do alpendre. Eu não consigo tirar os olhos de seus olhos escuros feito duas jaboticabas. Primos e irmãos vão saindo, como se apenas eu possuísse a doença da ansiedade. Chamam-me e eu preciso ir. Ela me leva ao portão de alumínio pintado de verde, sou o último. Empaco na porta, ela a fecha devagar e quando resta apenas uma fresta, ela diz boa noite e eu lhe roubo o beijo. Ela sorri. Conto ao primo que a beijei e ele me sacaneia: “só você não viu que ela estava o dia inteiro a fim de você”. Vou para casa e sonho com ela a noite inteira e meus olhos queimam de tanto sonhar.

1993 – Noite fechada, estamos, eu e ela, sentados no topo da escada que leva à praia da Joatinga. Ela tensa, eu tenso. Eu queria, ela não dizia que sim. Esfria e eu a abraço. Devagar, me aproximo dela a ponto de sentir sua respiração. Ela fecha os olhos e diz baixinho: “você é bem grandinho pra se controlar”. Nisso, um anjo me dá um tapa na orelha, me empurra e só me resta o revide: “grandinho é o caralho”, digo, também baixinho. O beijo é longo, quente, apaixonado. No dia seguinte, eu ligo, ela não atende. Nunca mais nos vimos, mas eu sei que ela tem raiva de mim até hoje.

2001 – Quatro dias na cidade bem grande. Era um teste. Não havia comida na geladeira. Eu madrugava e esperava que ela acordasse ao meio-dia. Fomos ao teatro, fomos à dança do ventre, fomos tomar sorvete. Na última noite, passagem conferida e guardada, o teste começa a parecer uma completa idiotice. Havia um tapete azul e estávamos deitados nele. Ela se levanta para ir ao banheiro, Dinah Washington começa a entoar “what a difference a day makes” e eu começo a zoar a música, grito e ela ri, lá de dentro. Volta com um edredom. Imóveis. Uma hora, a posição de imobilidade cansa e nos viramos, tão perto que sinto seu hálito. Morro de medo. O beijo! Acabou, o teste fracassou. Nunca teremos uma chance. No outro dia, num interurbano, ela diz que me ama. Meses depois recebo um email. “Sabe como ia se chamar aquela noite no tapete azul, se você não tivesse me beijado? a selvagem noite de sexo do Dalai Lama com a Madre Teresa de Calcutá”. Devolvo um emoticom às gargalhadas.

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50 músicas no iPod

O Biajoni desafiou. Eu fiz. Foi difícil, muito. Mas está aí minha lista de músicas sine qua non.

Claro, não há ordem alguma.

1. Jorge Drexler – Al Otro Lado del Rio (a versão do Boca Livre)
2. Legião Urbana – Angra dos Reis
3. U2 – Bad
4. Milton Nascimento – Cais
5. Boca Livre – Canoa, Canoa
6. Damien Rice – Cannonball
7. Victor Biglione – Baleia Azul
8. Jethro Tull – Christmas Song
9. Pat Metheny Group – Mars (Close to Home)
10. Lô Borges – Clube da Esquina 2 (prefiro com o Flávio Venturini)
11. Ivan Lins – Depois dos Temporais
12. P.J. Harvey – Dress
13. EBTG – Missing
14. Pink Floyd – Echoes
15. Supertramp  – Fool’s Overture
16. Michael Jackson – Got to be There (a versão da Chaka Khan)
17. Leonard Cohen – Hallelujah (com o Jeff Buckley)
18. Jorge Vercilo – Celacanto
19. Djavan – Infinito
20. The Corrs – Lough Erin Shore (a versão unplugged)
21. Janet Jackson – Love and my Best Friend
22. Beto Guedes – Lumiar (a melhor versão é com o Roupa Nova )
23. Sérgio Mendes – Never gonna let you go
24. Delia Fischer – Oslo
25. Sting – The Secret Marriage
26. Nirvana – Smells Like Teen Spirit
27. Genesis – Stagnation
28. Geraldo Azevedo, Zé Ramalho e Alceu Valença – Táxi Lunar ( a versão acústica de Zé Ramalho é sensacional)
29. Fagner – Mucuripe (o duo com o Djavan é lindo)
30. Jeff Beck – Two Rivers
31. Fito Paes – Un Vestido y un Amor (gosto da versão do Caetano)
32. Juliana Hatfield – Until Tomorrow
33. Chico Buarque  – Valsa Brasileira
34. Duo Assad – Valseana
35. Wings – Venus and Mars (reprise)
36. Marina Lima – Virgem
37. Flávio Venturini – Viver por Viver
38. Yes – Wonderous Stories
39. James Ingram & Michael McDonalds – Yah Mo B There
40. Caetano Veloso – Milagres do Povo
41. Gilberto Gil – Drão
42. Soundgarden – Black Hole Sun
43. Emiliana Torrini – Lifesaver
44. Eddie Vedder – Hard Sun
45. Lobão – Revanche
46. Eric Clapton – Sunshine of Your Love
47. Led Zeppelin – Gallows Pole (a versão do álbum No Quarter/ Unledded é matadora)
48. The Beatles – Norwegian Wood
49. The Smiths – There’s a Light There Never Goes Out
50. Ednardo – Passeio Público
E aí? não vai fazer a sua?

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Um pequeno tweet

Como é possível viver num tempo e num mundo onde a cordialidade e a temperança deixaram de ser qualidades para se tornar fraquezas?

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Quem curte?

Precisa comentários?

Isso aconteceu anteontem e me lembrou um texto antigo que eu publiquei aqui.

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Wishes

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Dolores à venda.

Servivinho de classificados e utilidade pública.

Caros leitores e amigos,

Estou vendendo (sic) minha guitarra, uma Ibanez AF-75 semi-acústica, linda, novíssima, sem 1 arranhão, sem 1 chiado, sem 1 ferrugenzinha, com case e cordas Ernie Ball 0.10. Quero R$1000. Se souberem de alguém interessado, entrem em contato.
Fotos aqui:
http://twitpic.com/photos/marcosvp

Abs.
VP, este amigo de vocês.

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Carnaval fora de hora

“Na felicidade industrializada, só o excesso é valorizado. Não há a contemplação elegante da delicadeza, nem a tradição de uma feliz sabedoria, de uma serenidade discreta. Nossa felicidade não é minimalista; está mais para uma imitação carnavalesca de Luiz XIV.”

Arnaldo Jabor, O Globo, 12/05/09

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