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Archive for the ‘blogs’ Category

DE MUDANÇA

Caros leitores,

Este é meu último post…

(O que é isso? ouço um oooohhh???!!! não? feios.)

…aqui no WordPress!

(Agora eu ouço um aaaaaahhhh???!!!)

Estou de mudança para outra vizinhança. O Pirão de sempre (ou não…) servido em novos pratos e talheres.

Segunda-feira a gente começa a operar na casa nova.

Até breve, e até lá.

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MAIS UM ANO SE PASSOU

Três de setembro… eu sabia que alguma coisa importante acontecia nessa data, mas não lembrava o quê. Lembrei hoje, dois dias depois.

Anteontem o Pirão completou seis anos. Seis aninhos de pura travessura e o orgulho de nunca ter ganho um miserável centavo com a blogagem! Seis anos de blogagem-arte, blogagem-moleque, blogagem-artesanal.

E agora, Josep? O que será? continuará nosso herói trilhando as sendas estéreis da independência bloguística ou finalmente embarcará, ainda que na classe econômica, do rápido e impiedoso trem da história?

Notícias em breve.

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DISCLAIMER

Me toquei que nunca publiquei os Termos de Uso do Pirão Sem Dono. Ei-los, pois.

Art. 1:

Tu te tornas eternamente responsável pelo que escreves.

Parágrafo único:

Em tempos de revolução, não se escreve nada.

(E todo o mais é frescura.)

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COQUETEL DE BLOGS

Quem gosta de palavras cruzadas aí? A Fal eu sei que gosta. Eu e Thania também.

Então, que tal então uma palavra cruzada da própria Revista Coquetel tendo como tema a blogosfera?

Está aqui. Muito legal.

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Pois não é que só agora, dois meses depois de iniciadas as festividades de Natal, aparece finalmente uma coisa que eu queria muuuito ganhar? Sensacional!

warinrio.jpg

Vi aqui.

Falando em lançamentos, que tal as crianças prestigiarem a editora independente número 1 do Brasil, hein?

Para este Natal, vários lançamentos, ótimos textos, preços justos, muito justos, justíssimos.

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Sem falar nos livros já consagrados do catálogo.

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Dê cultura de presente esse Natal.

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Nota: O título é de propriedade (©) do Milton Ribeiro. Depois eu te mando umas mariolas de róialte, nobilérrimo.

É isso! O Feedburner me diz que eu tenho 26 leitores e 26 é meu número de sorte. Há algumas semanas eram 28, o que me leva a crer que o Rafael ficou magoado e não me assina mais. O outro corno que me desassinou eu não sei quem é mas que se lasque. Eu tenho 1, 529411 nanoaudiências (*) só em assinantes de feeds. Tô feliz, feliz. Se eu tivesse AdSense, dava pra comprar uns oito frumelos por mês. De vários sabores, ou como se dizia na minha terra, sortidos.

Mas deixemos de lereado. Hoje é sábado e tem texto novo meu no NossaVia. Não sei o link porque estou escrevendo ontem e o texto ainda não entrou, mas procurem o de título “Dona Silvia”. É meu. Respirem fundo e leiam que o texto é sério.

Tá, eu boto o link amanhã hoje se eu tiver tempo. (UPDATE: Pronto, ei-lo)

Saindo da seriedade, também no NossaVia, uma novidade muito bacana: a turma do Cinema com Rapadura, conterrâneos de alto garbor e elegância deste que vos escrevinha, disponibilizará um podcast de suas autorias (RapaduraCast) toda sexta-feira. Eu já escutei o 50 e o 51. Impagáveis, hilários. Vale a pena conferir.

(*) 17 leitores.

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A PADARIA

Como bom descendente de portugueses, meu sonho era ter uma padaria. Por muitos motivos, alguns simbólicos de minhas origens, tanto geográficas quanto espirituais e mesmo motivos torpes, que esse vício pelos hidratos de carbono é o que vem, dia após dia, degradando minha saúde.

O fato é que, lamentavelmente, eu não sei fazer pão. Se eu fosse hoje trabalhar em uma padaria, não seria para fazer pão e sim para dar um nome e uma logomarca à ela; para escolher em que ponto de venda ela ficaria melhor localizada; para convencer as pessoas na rua que o pão da minha padaria é o melhor das redondezas ou o mais barato ou feito pelas pessoas mais legais; para escolher o melhor conjunto de produtos agregados à venda de pão; para divulgar os serviços da padaria nos mais adequados meios de comunicação para que as vendas fossem boas; para estudar as padarias concorrentes e ver onde elas são melhores e piores que a minha; para planejar seu crescimento. Isso seria meu trabalho em uma padaria se eu fosse utilizar o que aprendi em minha vida.

O problema é que se eu tivesse mesmo uma padaria, eu jamais me contrataria. Não porque eu seja profissional ruim. É porque eu simplesmente não acredito em todos esses serviços, apesar de tê-los estudado a fundo. Eu acredito sim, é que uma boa padaria não precisa de nada a não ser fazer um bom pão que esteja quente e disponível quando as pessoas precisam dele. Uma padaria assim não precisa de divulgação, não precisa de plano e projeto, não precisa sequer de nome. Será a padaria da esquina, a padaria do “seu Marcos”, a padaria que tem a amendoeira em frente. E isso lhe bastaria.

O problema é que eu não sei fazer pão. E tudo o que eu mais quero neste exato momento de minha vida é aprender a fazer pão, ou seja: eu preciso aprender alguma coisa útil, ter um ofício, uma profissão que me retorne dignidade diante do espelho. Aprender isso com quase 40 anos e dois filhos pequenos para criar não será fácil, eu sei. Mas eu sinto que preciso disso como preciso de ar.

Por isso, tenho que mudar algumas coisas, naquilo que é possível. Uma das pequenas coisas que eu preciso mudar é minha escala de prioridades. E este blog estava em um ponto importante dela. Mas eu cheguei a um ponto em que eu não posso mais manter isso. Principalmente porque eu já não preciso. Tudo o que eu me propuz a fazer com este blog, eu já fiz. Melhorei minha escrita, passei a ter uma visão de cronista do mundo, forcei-me a pensar mais sistematicamente. Tive até a feliz colateralidade de fazer amigos. Fui lido por pessoas como a Lucia Malla, a Meg, o Idelber, a Nariz Gelado e até minha mãe e vocês não fazem idéia do que é para alguém inseguro como eu ter leitores como esses. Eu tremo, de verdade, não é brincadeira.

Há dezoito semanas, contudo, há pouco mais de quatro meses, eu resolvi fazer a experiência de escrever neste blog como um colunista. Foram dezoito semanas de quatro colunas por semana, um exagero, disseram-me alguns. Pretendia passar no mínimo um ano sob este formato. Só que eu não vou mais fazer isso. Primeiro porque não preciso mais, afinal já vi que era possível. Depois, porque eu não quero mais e por dois motivos: porque isso aqui virou uma obrigação que estava prejudicando meu lazer – principalmente leitura e música – e meu trabalho formal; e porque eu percebi que, se algum suposto sucesso eu tivesse como blogueiro, isto me levaria irremediavelmente a um lugar onde eu não quero ir, para conviver com atitudes e pessoas com quem eu não quero estar: gente cuja grande questão na vida é o dinheiro, gente que só pensa em publicidade, em negócios, em capital, em tecnologia, em marketing, em como atingir metas, em como conquistar audiência, em como ser importante. Por tudo o que li e vi nos últimos meses em relação ao que esta rede brasileira de blogs está se tornando, eu tenho certeza de uma coisa: eu quero distância disso. Repito: distância.

Tudo o que eu quero é aprender a fazer meu pão. A ter um ofício. Porque a padaria é um lugar onde tudo o que importa é trocar o pão. Não importa se o cliente é senhor, senhora, preto, branco, criança. Não importa nem se o cliente tem dinheiro ou não, porque o pão serve a quem tem fome e às vezes, o padeiro também.

Por isso, este espaço aqui volta a ser o que sempre foi: um papel branco de idéias e sentimentos. Livre, sem pautas, sem dia certo, sem cobranças. Livre inclusive para manter coisas boas e mudar outras. Eu, por exemplo, não suporto mais ser um enrolador. Eu preciso, mais que tudo, ser um professor, um professor de verdade, alguém que não gagueje diante de si mesmo. Talvez este seja o pão que eu, metaforicamente, precise aprender a fazer. E é o que pretendo. Me desejem sorte. O caminho promete ser bastante difícil.

Ao meus leitores, peço permissão para tirar uns meses de licença. Não prometo escrever, não prometo não escrever. Tenho vários textos antigos do Pirão que pretendo republicar e se eu bem me conheço, no primeiro dia em que eu resolver não escrever nada, alguma ideiazinha caprichosa se alojará em minha mente, pedindo permissão para ser publicada. Já aconteceu muitas vezes nesses cinco anos. Certamente acontecerá de novo. Sem falar que o blog ainda é casa dos meus amigos que, de vez em quando, desejarem passear nessa página acolhedoramente nordestina e carioca. Haverá o que comer, o que ler, o que conversar. Que seja então, em horas vagas e despreocupadas.

Mas eu realmente preciso me dedicar um pouco a algumas coisas importantes, incluindo eu mesmo entre elas. Os tempos são difíceis, as horas curtas, as decisões complicadas. Enfim, uma coisa de cada vez, um dia após o outro. E na esperança de sempre haver pão fresco na padaria, na manhã seguinte. E o sonho de poder tê-los sem culpa, sem dúvidas, sem angústia, apenas meu pão de cada dia, simples e honesto.

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