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Archive for the ‘música’ Category

50 músicas no iPod

O Biajoni desafiou. Eu fiz. Foi difícil, muito. Mas está aí minha lista de músicas sine qua non.

Claro, não há ordem alguma.

1. Jorge Drexler – Al Otro Lado del Rio (a versão do Boca Livre)
2. Legião Urbana – Angra dos Reis
3. U2 – Bad
4. Milton Nascimento – Cais
5. Boca Livre – Canoa, Canoa
6. Damien Rice – Cannonball
7. Victor Biglione – Baleia Azul
8. Jethro Tull – Christmas Song
9. Pat Metheny Group – Mars (Close to Home)
10. Lô Borges – Clube da Esquina 2 (prefiro com o Flávio Venturini)
11. Ivan Lins – Depois dos Temporais
12. P.J. Harvey – Dress
13. EBTG – Missing
14. Pink Floyd – Echoes
15. Supertramp  – Fool’s Overture
16. Michael Jackson – Got to be There (a versão da Chaka Khan)
17. Leonard Cohen – Hallelujah (com o Jeff Buckley)
18. Jorge Vercilo – Celacanto
19. Djavan – Infinito
20. The Corrs – Lough Erin Shore (a versão unplugged)
21. Janet Jackson – Love and my Best Friend
22. Beto Guedes – Lumiar (a melhor versão é com o Roupa Nova )
23. Sérgio Mendes – Never gonna let you go
24. Delia Fischer – Oslo
25. Sting – The Secret Marriage
26. Nirvana – Smells Like Teen Spirit
27. Genesis – Stagnation
28. Geraldo Azevedo, Zé Ramalho e Alceu Valença – Táxi Lunar ( a versão acústica de Zé Ramalho é sensacional)
29. Fagner – Mucuripe (o duo com o Djavan é lindo)
30. Jeff Beck – Two Rivers
31. Fito Paes – Un Vestido y un Amor (gosto da versão do Caetano)
32. Juliana Hatfield – Until Tomorrow
33. Chico Buarque  – Valsa Brasileira
34. Duo Assad – Valseana
35. Wings – Venus and Mars (reprise)
36. Marina Lima – Virgem
37. Flávio Venturini – Viver por Viver
38. Yes – Wonderous Stories
39. James Ingram & Michael McDonalds – Yah Mo B There
40. Caetano Veloso – Milagres do Povo
41. Gilberto Gil – Drão
42. Soundgarden – Black Hole Sun
43. Emiliana Torrini – Lifesaver
44. Eddie Vedder – Hard Sun
45. Lobão – Revanche
46. Eric Clapton – Sunshine of Your Love
47. Led Zeppelin – Gallows Pole (a versão do álbum No Quarter/ Unledded é matadora)
48. The Beatles – Norwegian Wood
49. The Smiths – There’s a Light There Never Goes Out
50. Ednardo – Passeio Público
E aí? não vai fazer a sua?

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LesPaul_L130809 O vovozinho aí do lado é um dos caras mais importantes da história da música. Lester William Polfus, conhecido como Les Paul, foi o inventor da guitarra elétrica de corpo sólido, essas aí que você, amigo leitor está cansado de ver nos clipes e shows mundo afora. Les Paul virou marca e virou lenda, elevada aos píncaros por uma das duas maiores fábricas de instrumentos músicais do planeta, a Gibson. Sem ele, o som de caras como Jimmy Page, Joe Perry ou Slash não seria o mesmo. O desenho da guitarra que leva seu nome é, sem dúvida, uma das obras de design mais replicadas da história. Les Paul, o vovozinho, morreu hoje em Nova York, aos 94 anos. Que descanse em paz, pois os instrumentos que ele desenhou, com certeza jamais o farão.

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“Bob Marley morreu
Porque além de negro era judeu
Michael Jackson ainda resiste
Porque além de branco ficou triste”

jackoHá pouco mais de 24 horas a letra deste samba de Gilberto Gil tornou-se anacrônica. Michael Jackson morreu, depois de exatos 25 anos e meio, a sua segunda morte. A primeira aconteceu durante a gravação de um comercial para a PEPSI, em 27 de janeiro de 1984. Naquele dia, o já chamado “Rei do Pop”, que cavalgava marcas históricas de vendas de seu álbum Thriller (1982), sofreu um acidente com fogos de artifício que lhe causaram queimaduras de segundo grau na cabeça.  Foi a partir deste dia que aquele fenomenal menino da Motown e aquele fantástico jovem de penteado molhado e dança insinuante deixaram de existir.

O resto da história todos conhecem. Três anos depois, na capa do álbum “Bad”, surgia outro Michael Jackson.  Começava então a saga pública e trágica da monstruosidade psicológica que suplantou a genialidade humana de Michael.  O músico havia se tornado uma hipérbole de seu próprio tempo, um zeitgeist elevado a potências absurdas. Enquanto a música abandonava Jacko lentamente por cada um de seus poros alvos, o mundo tomava conhecimento de até onde podia chegar a rejeição de uma pessoa a sua história, à sua imagem, ao seu corpo e ao mundo em que vivia.

A integridade física de Michael, nesses 25 anos, foi esgarçada aos mais alucinantes limites. Sua fortuna, em que pese a enorme quantidade de caridade que ele realizou, passando pela traição de tirar de um parceiro e amigo o direito a suas próprias – e valiosíssimas – músicas, foi dilapidada ao ponto da falência. E sua insolência infantil diante da lei e da moral em justamente um dos mais sensíveis pontos legais e morais da sociedade – a pedofilia – dão a mostra de quão imensurável era sua tragédia pessoal. Junte se a isso – e aqui, os meus leitores psicólogos podem me desmentir ou não – a impossibilidade provável de enxergar-se no espelho. Michael Jackson, o menino negro, reprimido e abusado pelo pai e depois o gênio dos passos impossíveis de dança de Billie Jean e Beat It, ambos estavam mortos, não existiam mais de fato, eram só fotos e pesadelos. E no lugar deles, havia um rosto bizarro, deformado, medonho.

Michael Jackson, em várias entrevistas, disse que tudo o que queria era ser amado. Não o amor dos fãs, vilipendiado em anos e anos de trabalhos ruins, mas um amor físico que – e isso é uma ilação pessoal minha – não era possível obter com uma pessoa da mesma idade, pelo namoro ou pelo sexo. Jacko tinha uma imagem abominável, mas podia comprar o que quisesse. Sem poder ter o calor proibido de quaisquer crianças junto a seu corpo, comprou filhos legítimos, aos quais eu acredito que ele amou profundamente nas noites em que pode dormir abraçado com eles.

E é aqui que o que restava de Jackson se quebra e flui mansamente através de algum dos vasos finos de seu coração apenas cinquentão. Jackson talvez tenha morrido como uma criança, ou como o Peter Pan que imaginava ser, no mundo perfeito e sem espelhos que tentou, infrutiferamente,  criar para si.  A notícia de sua morte me entristece, muito. Não pelo fim de sua música que é eterna e imortal, nem pelo descanso que seu corpo mutilado e revolvido por bisturis pedia há muito; tampouco pelo fim do arquétipo mor de uma era da história marcada pelo artificialismo, pela rejeição à imperfeição, pela busca de padrões absurdos de imagem e beleza. Minha tristeza é pensar naquele menino e naquele jovem aprisionados no corpo e na alma enlouquecidos e deteriorados do Michael branco, deformado e desesperado. Foram vinte e cinco anos e tudo o que se podia ver deles – tantas vezes por trás das máscaras, dessas mesmas máscaras hospitalares que, triste ironia, voltaram à moda este ano – era a dor funda de seus olhos. Estes nunca mudaram, desde sempre.

Rest in peace, Michael. You deserve this.

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Gente, isso é demais. Conheçam o Trio Mocotó. Não, isso é velho, muito velho, do tempo que Michael Jackson era preto, Tim Maia era magrinho (*) e Seu Jorge era como a faxineira se dirigia ao Jorge Ben.

(*) Não tanto quanto hoje, claro.

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Profecia

Olha, eu já tinha a idéia concebida de que Roberto Frejat era um sujeito com idéias assim meio… messiânicas. Depois de ouvir essa música, contudo, eu não tenho mais dúvidas de que, qualquer dia desses ele poderá ser encontrado num camisolão branco, de barba grande e perambulando pelos viadutos da região da rodoviária, escrevendo profecias nos postes.

Não imagino isso pelas profecias desta canção, claro, mas pela obviedade de que um cara que deixa uma porcaria dessas ganhar a luz do dia é porque já perdeu completamente a sanidade e a noção.  Alguém lembra de uma coleção maior de clichezinhos sendo tocada na rádio nas últimas décadas? Até as músicas de Roberto Carlos sobre a natureza eram desgraçadamente melhores. Sim, no comparativo, beleza?

Pobre Frejat. Pirou. Que falta faz um sujeito sensato como Cazuza do lado dele.

(Nota. É porque ninguém mais lê essa bodega aqui. Bons tempos em que um post desses tiraria das tumbas uma legião de fãs indignadas, que viriam destilar seus clichês em impropérios deliciosos nos meus comments. Meus amigos não aparecem mais nem para fingir que estão me exculhambando e  me deixar feliz.)

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Quem canta seus males espanca

Prometi a dois amigos que eu encontrei semana passada (Putz, foi ótimo!) que eu publicaria esta música, um misto de autocrítica e farta distribuição com pitadas de  LaFontaine. Ah, Maurício Pacheco eu não sei exatamente quem é, mas a música foi gravada pelo Moreno +2. (Ou Kassim +2, ou Domênico +2, a gente nunca sabe…).

Eu Sou Melhor que Você
(Maurício Pacheco)

Todo mundo acha que pode, acha que é pop, acha que é poeta.
Todo mundo tem razão e vence sempre na hora certa.
Todo mundo prova sempre pra si mesmo que não há derrota.
Todo homem tem voz grossa e tem pau grande,
E é maior do que o meu, do que o seu, do que o do Pedro Sá
Todo mundo é referência e se compara só pra ver que é melhor.
Todo mundo é mais bonito do que eu mas eu sou mais que todos.
Todo mundo tem suingue, é feliz, é forte e sabe sambar.
Todos querem mas não podem admitir a coexistência do orgulho e do amor porque:
Eu sou melhor que você, Boa viagem.
Eu sou melhor que você mas por favor fique comigo que eu não tenho mais ninguém
Todo mundo diz que sabe e quando diz que não sabe é porque,
é charmoso não saber algo que todas as pessoas já sabem como é.
Todo mundo é especial, é original, é o que todos queriam ser.
Não basta ser inteligente, tem que ser mais do que o outro pra ele te reconhecer.
Todo mundo ganha grana pra dizer que ela não vale nada.
Todo mundo diz que é contra a violência e sempre dá porrada.
Todos querem se apaixonar sem se arriscar, nem se expor e nem sofrer.
Todas querem vida fácil sem ser puta e com reputação,
Se reprimem e começam a dizer:
Eu sou melhor que você.
Eu sou melhor que você mas por favor fique comigo que eu não tenho mais ninguém!

É melhor que você,
Mais ninguém é melhor que você.

Todo mundo acha que pode, acha que é pop, acha que é poeta.

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Obituário

Desde o advento do MP3, que eu considero sim, uma revolução e uma boa revolução, eu não tinha uma notícia tão triste.

Conheço meia dúzia que, com certeza, amargará terrível orfandade. Lamento não ter tido recursos para adquirir tanta coisa boa, que espero poder encontrar em algum sítio qualquer por aí.

Uma lástima.

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